Rede Di Paolo apresenta o Dipa Galeto e Grelhados em Gramado com conceito de prato rápido
- Tela Tomazeli | Editora

- há 1 hora
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Paulo Geremia, fundador da rede Di Paolo, esteve em Gramado no último dia 20 de agosto, para apresentar à imprensa o conceito do Dipa Galeto e Grelhados, nova marca do grupo que chega à cidade. Na ocasião, ele também detalhou a origem da marca, os planos de expansão, os números da rede Di Paolo e temas gerais como o impacto das canetas emagrecedoras no consumo, a escassez de mão de obra e a jornada de trabalho 6 por 1.
O que é o Dipa
Segundo Geremia, o Dipa nasceu como uma versão mais ágil da culinária típica da colonização italiana da Serra Gaúcha, voltada ao dia a dia corrido.
"O Dipa tem a essência do Di Paolo, porém, com uma proposta diferente”, explicou. Segundo ele, o objetivo é entregar o prato em cerca de dez minutos.
A origem da marca
Geremia contou que a rede Di Paolo começou em 1994. Ainda no segundo restaurante, em um shopping de Caxias do Sul, o grupo criou o Prato Expresso, batizado de Di Paolo Expresso. Com o tempo, a marca passou por dois rebrandings, primeiro para Expresso Di Paolo, depois para o atual Dipa Galeto e Grelhados.
"O Dipa se tornou uma marca agora. Estamos construindo a marca para que ela tenha liberdade de servir mais produtos do que o Di Paolo, mas mantendo tudo que temos no Di Paolo, com sabor, com padrão, com sistema", afirmou.
Como funciona o cardápio
O empresário explicou que o cardápio do Dipa é montado de forma modular. O Super Expresso é a opção mais simples, com o galeto e massa, indicada para o dia a dia. O Prato Galeto vem com acompanhamentos definidos. Já no Monte Seu Prato, o cliente escolhe um corte, como peito de frango, entrecot ou filé mignon, e monta a refeição com mais três acompanhamentos e uma salada.
"O galeto ao primo canto sempre vai ser o nosso ícone", disse Geremia, destacando que a marca também amplia as opções de massas, molhos, maionese e polenta, rústica ou frita. Como novidade, o Dipa passa a servir pizza, feita em forno a lenha, e hambúrguer. "O hambúrguer sempre vai bem, para qualquer hora do dia, e vai estar sendo servido no Dipa, o que seria impossível pensar dentro do Di Paolo, se ali junto", afirmou.
Expansão e migração de marcas
Segundo Geremia, o Dipa está hoje restrito ao Rio Grande do Sul, com unidades em Caxias do Sul e Porto Alegre. O grupo já tentou levar a marca ao Rio de Janeiro e a São Paulo, mas a experiência não avançou.
A rede também está migrando para o Dipa a marca Bella Galeto, hoje operada em franquia, incluindo a unidade do aeroporto de Porto Alegre, que segundo ele deve demorar mais para migrar por questões burocráticas, e a unidade do Iguatemi Porto Alegre. Outras unidades já passaram pela mudança de marca, como as dos shoppings Bourbon Wallig e Bourbon Carlos Gomes.
Números do Dipa
O grupo soma hoje 12 unidades do Dipa, com produção próxima de 80 mil pratos por mês, segundo Geremia.
O galeto como patrimônio da Serra Gaúcha
Ao falar sobre a origem da culinária servida na rede, Geremia lembrou que os pratos como frango, massa e polenta eram usados pelos imigrantes italianos como forma de subsistência, e hoje a culinária típica da colonização italiana tem decreto de patrimônio histórico do Rio Grande do Sul.
Ele definiu a Di Paolo e o Mamma Mia como referências desse padrão.
"Somos dois que levamos muito adiante esse padrão e qualidade, que são o Di Paolo e o Mamma Mia, para imortalizar. Acredito que vamos chegar a ser os guardiões de uma culinária que tenha originalidade e autenticidade", afirmou.
Segundo ele, o termo "galeteria" passou por um período de descaracterização, quando outros produtos, como espeto corrido, eram agregados ao cardápio por conveniência de localização. A rede afirma ter retomado a originalidade do prato.
"Se é o galeto, ele não precisa ter costelinha, não precisa ter linguiça. Ele tem que ter o galeto bem feitinho, para que você deguste aquele galeto", disse.
Geremia também projetou o crescimento do setor.
"Hoje temos menos de mil casas de galeto, enquanto o churrasco deve ter cem mil. Temos que progredir no galeto para que ele seja também um ícone do Brasil, do Rio Grande do Sul, e leve a Serra Gaúcha para o mundo", afirmou.
A rede Di Paolo
Sobre a estrutura geral do grupo, Geremia disse que a rede soma hoje 23 lojas em um sistema e 12 em outro, entre Di Paolo e Dipa. Das unidades, apenas as de Santa Catarina são administradas de forma independente, por um sócio, seu irmão Roberto. Todas as demais contam com participação da empresa desde o início, associadas a sócios operadores.
O empresário afirmou que a rede não trabalha com franquias no atendimento.
"No atendimento do Di Paolo, a gente não pensa jamais em franquia, porque o atendimento é uma coisa muito difícil de franquear", disse.
Segundo ele, o grupo deve chegar perto de dois milhões de refeições servidas neste ano, somando os dois modelos de negócio.
Padronização e logística
Questionado sobre como a rede garante o mesmo padrão em todas as unidades do país, Geremia detalhou a estrutura logística do grupo. Segundo ele, a empresa possui fábrica própria de massas como capeletti, tortei e nhoque, além de plantação de radichi e produção própria de itens como farinha de milho, farinha de polenta, suco de uva e vinho. Um caminhão faz a coleta semanal dos produtos em Gramado para abastecer unidades em outros estados.
Treinamento de equipes
Sobre a formação das equipes, Geremia disse que a rede mantém manuais de cozinha, de atendimento e de colaborador, além de vídeos de treinamento usados na integração de novos funcionários. A rede soma hoje mais de mil funcionários, com previsão de chegar a 33 casas neste ano.
Essência Di Paolo, a nova opção do cardápio
Geremia também anunciou o lançamento do Essência Di Paolo, uma versão do cardápio da rede com porções individuais e sem repetição, direcionada a quem busca refeições menores, com preço estimado abaixo de 100 reais, ante os cerca de 140 a 150 reais da sequência tradicional.
Canetas emagrecedoras e cenário econômico
Questionado sobre o efeito das canetas emagrecedoras no consumo, Geremia disse não identificar um fator isolado por trás da mudança de comportamento dos clientes, mas reconheceu uma tendência de redução no volume das porções.
"Eu diria que tem um pouco a ver, talvez, com a caneta, mas é um momento histórico", avaliou.
Mão de obra
Sobre a escassez de mão de obra no setor, Geremia disse que o desafio está em encontrar profissionais qualificados e motivados.
"Está faltando gente preparada. A gente contrata muita gente, mas falta um conhecimento específico e gostar daquilo que está fazendo", afirmou.
Escala 6 por 1
Questionado sobre a possível adoção da escala de trabalho 6 por 1, o empresário disse não ver problemas na mudança, caso ela seja aplicada de forma geral ao setor.
"Se é para todos, indiretamente vou ganhar um pouco menos, porque os dez por cento vão se dividir com mais gente, mas não é muita diferença", disse.

Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.
























































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