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PLANTA manifesta preocupação com os impactos da redução da jornada de trabalho na construção civil e no mercado imobiliário

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura




A PLANTA – Entidade Gramadense para o Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, representante do setor imobiliário de Gramado e região da Serra Gaúcha, acompanha com atenção o debate nacional sobre a proposta de redução da jornada de trabalho e as possíveis alterações na atual escala de trabalho.


“Reconhecemos que a busca por melhores condições de trabalho e maior qualidade de vida para os trabalhadores é um objetivo legítimo e socialmente relevante. No entanto, entendemos que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser avaliadas de forma ampla e responsável, considerando também seus impactos sobre a produtividade, os custos de produção, a geração de empregos e o poder de compra da população”, pronuncia-se o presidente da entidade, Luiz Alberto Oaigem.



Segundo ele, na construção civil essa preocupação torna-se ainda mais relevante:


“O setor já enfrenta desafios importantes, como a escassez de mão de obra qualificada, o aumento dos custos de materiais e serviços, os elevados encargos incidentes sobre a produção e um cenário de maior retração nas vendas do mercado imobiliário.”


Uma redução da jornada de trabalho sem o correspondente aumento de produtividade poderá exigir a ampliação das equipes ou, alternativamente, resultar no aumento dos prazos de execução das obras. Em ambos os casos, existe o risco de elevação do custo final dos empreendimentos, argumenta Oaigem.


Na visão do presidente da PLANTA, esse aumento de custos inevitavelmente poderá chegar ao consumidor, tornando a aquisição de imóveis ainda mais onerosa e dificultando o acesso à moradia. Além disso, poderá reduzir a viabilidade de novos empreendimentos, desestimular investimentos e, consequentemente, afetar a geração de emprego e renda em toda a cadeia produtiva da construção civil.


Existe, portanto, segundo Oaigem, uma preocupação de que uma medida criada com o objetivo legítimo de beneficiar o trabalhador possa, caso implementada sem considerar produtividade, características setoriais e impactos econômicos, produzir efeitos contrários aos desejados, pressionando preços e reduzindo a capacidade de consumo da própria população.



A PLANTA defende que a valorização do trabalhador e o fortalecimento da economia devem caminhar juntos.


“Entendemos que avanços nas relações de trabalho precisam estar acompanhados de políticas voltadas à qualificação profissional, inovação, novas tecnologias, modernização dos processos produtivos e aumento da produtividade.”



A entidade reafirma o compromisso com o diálogo e defende que qualquer mudança dessa magnitude seja construída de maneira responsável e equilibrada, ouvindo trabalhadores, empresas, entidades representativas e os diferentes setores da economia.


“O desafio deve ser encontrar soluções que promovam qualidade de vida, geração de empregos, competitividade, desenvolvimento econômico e acesso à moradia, garantindo condições sustentáveis para trabalhadores, empresas e para a sociedade brasileira”, finaliza Luiz Alberto Oaigem.




A SABER:

Escala 6x1: Lula, Alcolumbre e Motta acertam próximos passos

Lula se reuniu em Brasília com Alcolumbre e Motta nesta quarta-feira (26) e os três definiram que a PEC do fim da escala 6x1 (PEC 221/2019, 40 horas semanais com dois dias de descanso) será votada na semana de "esforço concentrado", entre 31 de agosto e 4 de setembro, última antes das eleições, segundo a Agência Senado.


A proposta está na CCJ do Senado desde 21 de agosto, com o senador Omar Aziz (PSD/AM) como relator. Depois de aprovada ali, ainda precisa de dois turnos no Plenário, com três quintos dos votos. Já havia passado pela Câmara em 27 de maio, conforme a Agência Brasil.



Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.



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