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Escala 6x1: presidente da Câmara de Vereadores de Gramado vê impacto maior no setor privado

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 35 minutos
  • 3 min de leitura


O presidente da Câmara de Vereadores de Gramado, Neri Nascimento, avalia que o fim da escala 6x1 não deve impactar diretamente o setor público do município, mas gera preocupação no setor privado da região turística da Serra Gaúcha, onde a mudança pode elevar custos para as empresas e reduzir a renda de trabalhadores comissionados.


 

Legislativo já segue escala 5x2

Segundo o presidente da Câmara, o Poder Legislativo de Gramado não deve sentir mudanças no dia a dia.

"Hoje, no Legislativo, o pessoal já trabalha de segunda a sexta e não trabalha aos sábados e domingos. A gente não trabalha com hora extra, isso é mais uma situação do Executivo. Na questão do cronograma de atendimento à comunidade e dos finais de semana, não deve haver impacto direto no Legislativo. A gente praticamente segue como está hoje", afirmou.


 


Preocupação com o setor privado

Nascimento destacou maior apreensão com as empresas da região.

"Vejo com preocupação a questão do setor privado, principalmente na nossa região, que é turística. Isso vai impactar muito o quadro de pessoal, e os custos para as empresas vão aumentar. A gente já vê empresas do comércio, da gastronomia, da hotelaria e dos parques com sérios problemas financeiros, e são justamente esses setores que hoje trabalham nessa escala de 6x1."

 


Mão de obra escassa exige novos cálculos

"É uma mudança muito significativa no ajuste de pessoal. Os empreendedores e comerciantes vão ter que sentar e fazer muitos cálculos, porque a mão de obra já está escassa", disse o vereador, que atua há mais de 30 anos na área do comércio.

 


Perda de renda com comissões

Para o presidente da Câmara, parte da renda dos trabalhadores também deve ser afetada.

"A maioria das empresas trabalha com comissão, os hotéis com pontuação, o comércio no comissionamento. Se o funcionário trabalhar menos horas, vai vender menos e, consequentemente, ganhar menos comissão no fim do mês. Hoje, a comissão corresponde a quase 50% do incremento salarial do funcionário", explicou.

 


Equilíbrio entre tempo livre e renda

Nascimento pondera que o descanso é importante, mas não deve vir sem planejamento financeiro.

"Acredito que o trabalhador precisa ter mais tempo para viver e para conviver com a família, mas o importante nessa convivência é estar com as contas em dia."

 


Consumidor pode pagar a conta

O presidente da Câmara também prevê reflexo nos preços.

"A partir do momento em que o custo operacional aumenta, esse aumento vai para o produto ou o serviço. Não existe almoço de graça. Mais uma vez, quem vai pagar essa conta é o consumidor", afirmou, concluindo que, no caso da administração pública, o impacto tende a ser pequeno, "até porque a escala de 5x2 já é habitual nesse setor".



Fonte: Entrevista concedida ao Gramado Magazine por Neri Nascimento, presidente da Câmara de Vereadores de Gramado




A SABER:

Escala 6x1: Lula, Alcolumbre e Motta acertam próximos passos

Lula se reuniu em Brasília com Alcolumbre e Motta nesta quarta-feira (26) e os três definiram que a PEC do fim da escala 6x1 (PEC 221/2019, 40 horas semanais com dois dias de descanso) será votada na semana de "esforço concentrado", entre 31 de agosto e 4 de setembro, última antes das eleições, segundo a Agência Senado.


A proposta está na CCJ do Senado desde 21 de agosto, com o senador Omar Aziz (PSD/AM) como relator. Depois de aprovada ali, ainda precisa de dois turnos no Plenário, com três quintos dos votos. Já havia passado pela Câmara em 27 de maio, conforme a Agência Brasil.




Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.




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