O Brilho do Natal: lá venho eu com minhas reflexões sobre mim mesma


Por Tela Tomazeli

Domingo, eleição, expectativa. Vou repetir aqui algo que tenho dito. Por quê? Porque é quase uma neurolinguística: quanto mais se repete, mais se aprende. E, sim, tomar ciência de algumas coisas em nossa vida significa aprender.
Eu tinha expectativas? Sim, muitas. Mas nem tanto, porque era isso ou isso. Estou em uma fase em que penso: quem cuida de ti és tu mesma, então foca. É óbvio que sou palpiteira, e quem convive comigo sabe das minhas posições. Mas, novamente, quem cuida de mim sou eu. Esses tempos, conversava com um amigo jornalista e dizia: quem paga os meus boletos? E os teus? Então, valoriza essas pessoas, essas empresas. Isso não significa aceitar cabresto, mas entender que a vida tem protocolos. E te digo: não me sinto amarrada por isso.
Tempos atrás, solicitei mídia a uma empresa. O pedido foi analisado, tratado com toda a educação e rejeitado. Por quê? Não sei, já que outros sites estão com a marca. Fiquei refletindo muito e, confesso, com uma dor, porque o Gramado Magazine não é somente um site: ele representa um olhar para o mundo, para o meu município, onde vivo. Também pedi a duas pessoas que escrevessem, fiquei no vácuo e as vi onde todos estão. É sobre mim? Não, é sobre eles.
Eu nunca me “violentei” para ser aceita. Mentira, já. Sempre quis ser aceita na sociedade gramadense, passei anos buscando isso. E, meus amigos, hoje fui votar com uma camiseta que tenho há 20 anos, puída, com furos. Ao entrar, alguém disse: “Chegou a jornalista mais chique da cidade!”. Eu ri! É sobre isso! Cumprimentei um a um os mesários e os fiscais, com sorriso no rosto, e desejei bom trabalho.
Fosse antigamente, estaria brigando. Não estou mais. Viva eu!
Confesso que tomei um Miolo para relaxar e, antes de dormir, sabia que tinha que postar algo, pois não havia feito isso o dia todo. E aqui está. Alguém me chama e pergunta: “Mas o que aconteceu?”. Eu digo: “Não sei”. Na verdade, eu sei. E, tempos atrás, riam de mim quando eu dizia o que digo hoje sobre Gramado, sobre o Brasil.
Minha mãe, com seus 91 anos, foi, com orgulho para ela, a primeira a votar. Depois, busquei no Mamma Mia, que ela adora, e juntos, eu, ela e meu filho de 29 anos, tivemos um delicioso almoço. De vez em quando, olhava o Instagram. Não liguei a TV hoje. A imprensa é “nociva”.
À noite, fui ao espetáculo no Palácio dos Festivais. Mezanino, pois, na hora em que retirei meu ingresso solidário, era o que tinha. Sim, tenho ingresso de imprensa, mas não é sobre isso: é sobre como os “normais” veem. Ainda bem que tinha levado um chá de maçã e uma torrada de mel da Casa da Velha Bruxa, porque a luzinha do corredor mata qualquer experiência no mezanino do Palácio dos Festivais, então coloquei o pacote em frente a dela. Na verdade, está um palácio precisando de atenção. Valha-me!
O Brilho do Natal é um espetáculo bonito, interessante, com tecnologia, e nos traz uma mensagem sobre o que falo ali em cima. Opinião minha: o que precisamos fazer para sermos aceitos? Que pensamentos o receio nos faz criar, a ponto de os tornarmos referência? Tudo muito lúdico. Sugiro. Foi intensamente aplaudido e, na saída, ouvi da equipe: “Conseguimos!”. Sim, conseguiram. Parabéns!
Eu sou assim, não me meça por números!
Tela























































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