Vinícola Aurora celebra safra histórica em 2026 com recorde de 93 milhões de quilos de uva
- Tela Tomazeli | Editora

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BENTO GONÇALVES – A Cooperativa Vinícola Aurora encerrou a vindima de 2026 celebrando a maior colheita de seus 95 anos de história. Entre o final de dezembro e o mês de março, a cooperativa processou 93 milhões de quilos de uva, um volume 30% superior aos 71,6 milhões de quilos registrados em 2025. O resultado supera o recorde anterior, estabelecido em 2021, quando haviam sido colhidos 90 milhões de quilos.
Clima e qualidade
O desempenho excepcional foi impulsionado por condições climáticas favoráveis, incluindo um inverno rigoroso em 2025 e escassez hídrica durante a maturação, o que elevou a concentração de açúcares e a sanidade das frutas. Segundo a cooperativa, a safra ficou 8% acima do esperado, beneficiando tanto a produção de sucos quanto a de vinhos e espumantes.
Estrutura e variedades
Atualmente, a Aurora conta com cerca de 1,1 mil famílias cooperadas que cultivam 56 variedades de uvas. Entre os destaques estão:
Vitis viníferas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir.
Americanas e híbridas: Isabel, BRS Magna, Seibel e Bordô.
Histórico da colheita em quilos de uva
Confira a evolução da produção da Vinícola Aurora na última década:
Ano | Volume (Kg) |
2026 | 93 milhões |
2025 | 71,6 milhões |
2024 | 50,3 milhões |
2023 | 70,5 milhões |
2022 | 66 milhões |
2021 | 90 milhões |
2020 | 61,9 milhões |
2019 | 68,2 milhões |
2018 | 61,8 milhões |
2017 | 71,5 milhões |
2016 | 33,6 milhões |
2015 | 65,5 milhões |
“Esta foi uma safra que ficou cerca de 8% acima do esperado. Tivemos um ciclo muito favorável do ponto de vista climático, com inverno rigoroso, boa disponibilidade de horas de frio, ausência de geadas tardias e condições ideais durante a floração e o desenvolvimento das plantas. A leve escassez hídrica no período de maturação também foi fundamental para elevar a qualidade das uvas”, afirma o gerente Agrícola da cooperativa, Maurício Bonafé.
O enólogo-chefe da Vinícola Aurora, Nauro José Morbini, destaca que o rigoroso inverno de 2025 e o baixo volume de chuvas garantiram excelente sanidade das videiras, favorecendo a maturação adequada das uvas e, consequentemente, resultando em uma safra expressiva em quantidade e também em qualidade.

Foto de capa e cabeçario: Cassiano Farina


































































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