Sobre o futebol e a guerra
- Romeo Ernesto Riegel | Crônica

- há 2 horas
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Nos tempos globais correntes os personagens sociais em maior destaque são o futebol e a guerra. Ambos primam por manifestações extremas que passeiam entre o paraíso e o inferno. Um nutrido pelo entusiasmo da ingenuidade e o outro pela escuridão do ódio. E esse vívido contraste é perpetrado pelo futebol e pela guerra.
No caso da guerra, o fundamento teórico é a incapacidade de dar vitória à razão, de sufocar o privilégio humano de cultivar a liberdade recíproca e de trocar os melhores efeitos da palavra pela brutalidade da força física. Opera, então, pela ausência da tolerância e da compreensão, banhando em sangue a ignorante brutalidade das diferenças entre seus motivos.
Nela a vida perde o valor que é ocupado pelo ímpeto destrutivo que acompanha a insensibilidade do Poder. O desespero humano que chora em ambas as partes dos países em conflito é dissimulado pelos avanços tecnológicos glorificados pela tecnologia da destruição. Enquanto isso, os promotores das guerras, consolidam ódios recentes ou antigos, e celebram o que de pior coroa a lógica da inteligência humana. E são guardadas como delinquências históricas, das quais o ser humano está demorando a se envergonhar.
Mas, tem o futebol que troca o clamor dos canhões pelo gritos das festas e que, ao terminarem, deixam eternos rastros de saudade, embalados pelo santo cantar de inocentes vitórias ou da derrotas. E nós, nesse ano, alimentados por nem tão doce desengano, coroamos o fracasso que tivemos nessa Copa espargindo a esperança de que, daqui a quatro anos, o fiasco não se repetirá.





































































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