O Gramado e a música sinfônica
- Tela Tomazeli | Editora
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Em fevereiro, os turistas faltam e os gramadenses ficam reduzidos a eles, mesmos. Só que esse ano Allan John Lino, Leandro Libardi Serafim e o célebre maestro João Carlos Martins (que foi a atração central dessa edição) nos trouxeram fraternas e muito ilustres companhias. E o Gramado in Concert acordou nossos mais íntimos silêncios.
Ao embalo de nossa Orquestra Sinfônica, e gravitando em torno de sua excelência, foram envolvidas mais de 30 oficinas-escola para 400 alunos, atendidas por 30 exponenciais professores, e de jovens solistas, tudo acrescido pela atuação de renomados intérpretes vocais ou de execução instrumental, selecionados entre 22 estados brasileiros e de mais 14 outros países. Emitindo um som erudito que só Gramado sabe cantar.
Mas o lado comunitário desse festejo à música sinfônica, não fica restrita a sofisticados salões culturais. Espalha-se pela periferia da cidade e interior do território municipal, testemunhando que nossa cultura não sabe usar apenas trajes de trabalho competente, mas também os da gala mais refinada. Misturando essas formas de se mostrar surge uma página daquilo que Gramado é. Ela se expõe como peça fundamental na qualificação do atual e bem-sucedido turismo de eventos e o claro encaminhamento para o turismo de luxo.
Nesse ano, foi testemunhado que a cidade está preparada para bem se conduzir frente à compressão das multidões. Mostrou que as ações neste sentido podem reunir dinheiro com bom gosto, obras com amor a terra e a música como doce sonoridade de seu sucesso.





































































