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Do gesto manual à Conexão de Almas: Tanise Haas lança projeto "MANOS" e celebra a ancestralidade da Aldeia Guarani em Canela

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 8 horas
  • 5 min de leitura

 

Unindo fotografia e filme com linguagem poética, a iniciativa nasce para documentar os saberes tradicionais do Sul do Brasil e atuar como guardiã de memórias; comunidade indígena Tekoa Yvy’ã Porã abre calendário de julho e promove oficina exclusiva de escultura em madeira.



Aldeia Indígena Guarani Tekoa Yvy’ã Porã, localizada no interior de Canela. Além de abrir seu calendário de visitação guiada para o mês de julho, a comunidade promoverá, no dia 18 de julho, uma oficina exclusiva de escultura em madeira,  uma oportunidade única para o público vivenciar de perto a preservação de práticas milenares.


Por: Tela Tomazeli

Editoria: Turismo & Lazer - Cultura


CANELA, RS – O que define o real valor de um objeto feito à mão? Para a diretora criativa e produtora de moda Tanise Haas, a resposta não reside na estética final da peça, mas sim nas trajetórias humanas, memórias e saberes que foram depositados nela através do gesto manual. É a partir dessa premissa que nasce o MANOS, um projeto autoral de foto e filme que surge como um verdadeiro guardião de histórias tradicionais, com foco inicial nas riquezas culturais do Sul do Brasil.

 

Após abrir os caminhos do projeto com o lançamento da marca Brinco de Azulejo, o MANOS apresenta agora o capítulo na Aldeia Indígena Guarani Tekoa Yvy’ã Porã, localizada no interior de Canela (RS). Além de abrir seu calendário de visitação guiada para o mês de julho, a comunidade promoverá, no dia 18 de julho, uma oficina exclusiva de escultura em madeira, uma oportunidade única para o público vivenciar de perto a preservação de práticas milenares.

 


O propósito do MANOS: Uma ponte entre Mundos

O projeto MANOS é o resultado de uma profunda investigação interna de Tanise Haas sobre propósito e a entrega de beleza ao mundo. A iniciativa se sustenta sob duas perspectivas centrais que se complementam de forma poética:

 

O olhar de quem faz

O MANOS assume a missão de revelar as pessoas reais que dão vida ao artesanato. O projeto entende o fazer manual como um entrelaçamento de identidades, saberes ancestrais e histórias de vida. Cada entalhe, costura ou semente escolhida carrega a memória viva de seu criador.

 


O olhar de quem escolhe

Do outro lado da linha, o projeto estuda o impacto dessas peças em quem as adquire. O ato de escolher um objeto artesanal é visto como um reconhecimento de valores e uma extensão do próprio ser de quem o consome.

"MANOS é uma ponte entre mundos: quem faz e quem se reconhece nos objetos feitos à mão, saudando a preciosidade do que acontece quando uma história de vida tecida por uma pessoa, de alguma forma, encontra eco na alma e coração de outra".


No último sábado, dia 27 de junho, a equipe do projeto, liderada por Tanise e acompanhada pelos fotógrafos Heloisa Medeiros e Mauricio Capellari, do Estúdio Bravo, esteve na aldeia em Canela para registrar o cotidiano, ouvir relatos e documentar os processos minuciosos do artesanato local. Todo esse material visual será publicado em breve no perfil oficial do Instagram (@manos_hu.manos). No futuro, a iniciativa planeja expandir seus horizontes com a comercialização de peças curadas e a criação de uma produtora audiovisual voltada a marcas com propósitos semelhantes.

 


Imersão e vivência na Aldeia Tekoa Yvy’ã Porã

Localizada na Linha São Paulo, a cerca de 17 km do centro de Canela, a comunidade Tekoa Yvy’ã Porã abriga aproximadamente 50 pessoas e é a protagonista desta etapa do MANOS. A aldeia integra o roteiro étnico-cultural Arte e Cultura Guarani-Mbya Rembiapo, projeto selecionado pela política cultural do município, com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Canela.


Focado no turismo de base comunitária, esse roteiro valoriza o patrimônio imaterial, gerando sustentabilidade financeira para a comunidade ao mesmo tempo em que protege e dissemina hábitos tradicionais.

 

No dia 18 de julho (sábado), das 14h às 16h30, a aldeia realiza a sua oficina prática de escultura em madeira. A técnica de esculpir pequenos animais é uma tradição sagrada da etnia Guarani, representando a fauna local por meio de ferramentas simples e madeiras leves — uma prática que une o fazer artístico à conexão espiritual com a natureza.


  • A Experiência: Orientados por mestres artesãos da comunidade, os participantes aprenderão as técnicas de entalhe sustentável e, ao final, poderão levar para casa a peça produzida. A vivência também inclui a degustação da culinária típica guarani.

  • Ferramenta: A organização recomenda que cada participante traga seu próprio canivete para trabalhar na escultura.

  • Inscrição: O investimento é de R$ 125,00 por pessoa.


Além da oficina, a comunidade já está com o calendário de julho aberto para agendamentos de visitação guiada, permitindo que turistas e moradores conheçam de perto as técnicas de cestaria e a confecção de acessórios tradicionais com sementes e miçangas.

 


Serviço

O quê: Oficina de Escultura em Madeira e Visitação Guiada.

Quando: 18 de julho (Sábado), das 14h às 16h30.

Onde: Aldeia Guarani Yvy’ã Porã – Linha São Paulo, interior de Canela (cerca de 40 minutos de carro do centro).

Investimento (Oficina): R$ 125,00 por pessoa.


Inscrições e Informações: Diretamente via WhatsApp nos números (51) 99680-7379 ou (51) 99578-2746 (A/C de Patrícia Viale).


Canais Oficiais: Acompanhe os desdobramentos artísticos no Instagram oficial @manos_hu.manos.



Tanise Haas- O MANOS é uma jornada para revelar e documentar as pessoas reais por trás dos objetos feitos à mão. Fotos: Heloisa Medeiros e Mauricio Capellari
Tanise Haas- O MANOS é uma jornada para revelar e documentar as pessoas reais por trás dos objetos feitos à mão. Fotos: Heloisa Medeiros e Mauricio Capellari


A filosofia e o propósito do MANOS

O coração do projeto está na busca pelas trajetórias humanas que dão vida ao artesanato. A iniciativa se baseia em duas perspectivas centrais que se complementam:



Quem faz (O lado do Artesão)

O MANOS é uma jornada para revelar e documentar as pessoas reais por trás dos objetos feitos à mão. O projeto entende que o verdadeiro valor de uma peça não está apenas na sua estética, mas sim:


  • Nas histórias de vida e memórias de quem a produziu.

  • Nos saberes ancestrais e nas técnicas transmitidas por gerações.

  • No significado profundo e na identidade que o criador deposita no objeto através do gesto manual.



Quem escolhe (O lado de quem consome)

O projeto também lança luz sobre o impacto que esses objetos causam em quem os adquire. Para o MANOS, a escolha por um objeto artesanal é um ato de conexão:


  • As pessoas se reconhecem nas histórias que o objeto carrega.

  • Ao escolher uma peça feita à mão, o indivíduo transforma aquele objeto em uma extensão do seu próprio ser.

  • O objeto passa a comunicar os valores internos, a personalidade e a visão de mundo de quem o possui.



A ponte entre mundos

Em sua essência, o MANOS celebra o momento em que a história de vida tecida por uma pessoa encontra eco na alma e no coração de outra.


O que o Projeto faz na prática?

Com um foco inicial voltado para resgatar e proteger os saberes tradicionais do sul do Brasil, o MANOS se desdobra em três grandes frentes:


  • Documentação artística: Produção de fotos e filmes com linguagem poética e artística para registrar o cotidiano, as pessoas e os processos minuciosos do fazer manual.


  • Curadoria e comercialização (Futuro): O projeto prevê a venda de peças artesanais selecionadas a partir dessa curadoria, gerando renda sustentável para as comunidades integradas.


  • Produtora Audiovisual (Futuro): Criação de uma produtora de foto e filme voltada para atender empresas, instituições e marcas que se identifiquem com a estética, a poesia e os valores humanos do MANOS.




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