Do gesto manual à Conexão de Almas: Tanise Haas lança projeto "MANOS" e celebra a ancestralidade da Aldeia Guarani em Canela
- Tela Tomazeli | Editora

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Unindo fotografia e filme com linguagem poética, a iniciativa nasce para documentar os saberes tradicionais do Sul do Brasil e atuar como guardiã de memórias; comunidade indígena Tekoa Yvy’ã Porã abre calendário de julho e promove oficina exclusiva de escultura em madeira.

Por: Tela Tomazeli
Editoria: Turismo & Lazer - Cultura
CANELA, RS – O que define o real valor de um objeto feito à mão? Para a diretora criativa e produtora de moda Tanise Haas, a resposta não reside na estética final da peça, mas sim nas trajetórias humanas, memórias e saberes que foram depositados nela através do gesto manual. É a partir dessa premissa que nasce o MANOS, um projeto autoral de foto e filme que surge como um verdadeiro guardião de histórias tradicionais, com foco inicial nas riquezas culturais do Sul do Brasil.
Após abrir os caminhos do projeto com o lançamento da marca Brinco de Azulejo, o MANOS apresenta agora o capítulo na Aldeia Indígena Guarani Tekoa Yvy’ã Porã, localizada no interior de Canela (RS). Além de abrir seu calendário de visitação guiada para o mês de julho, a comunidade promoverá, no dia 18 de julho, uma oficina exclusiva de escultura em madeira, uma oportunidade única para o público vivenciar de perto a preservação de práticas milenares.
O propósito do MANOS: Uma ponte entre Mundos
O projeto MANOS é o resultado de uma profunda investigação interna de Tanise Haas sobre propósito e a entrega de beleza ao mundo. A iniciativa se sustenta sob duas perspectivas centrais que se complementam de forma poética:
O olhar de quem faz
O MANOS assume a missão de revelar as pessoas reais que dão vida ao artesanato. O projeto entende o fazer manual como um entrelaçamento de identidades, saberes ancestrais e histórias de vida. Cada entalhe, costura ou semente escolhida carrega a memória viva de seu criador.
O olhar de quem escolhe
Do outro lado da linha, o projeto estuda o impacto dessas peças em quem as adquire. O ato de escolher um objeto artesanal é visto como um reconhecimento de valores e uma extensão do próprio ser de quem o consome.
"MANOS é uma ponte entre mundos: quem faz e quem se reconhece nos objetos feitos à mão, saudando a preciosidade do que acontece quando uma história de vida tecida por uma pessoa, de alguma forma, encontra eco na alma e coração de outra".
No último sábado, dia 27 de junho, a equipe do projeto, liderada por Tanise e acompanhada pelos fotógrafos Heloisa Medeiros e Mauricio Capellari, do Estúdio Bravo, esteve na aldeia em Canela para registrar o cotidiano, ouvir relatos e documentar os processos minuciosos do artesanato local. Todo esse material visual será publicado em breve no perfil oficial do Instagram (@manos_hu.manos). No futuro, a iniciativa planeja expandir seus horizontes com a comercialização de peças curadas e a criação de uma produtora audiovisual voltada a marcas com propósitos semelhantes.
Imersão e vivência na Aldeia Tekoa Yvy’ã Porã
Localizada na Linha São Paulo, a cerca de 17 km do centro de Canela, a comunidade Tekoa Yvy’ã Porã abriga aproximadamente 50 pessoas e é a protagonista desta etapa do MANOS. A aldeia integra o roteiro étnico-cultural Arte e Cultura Guarani-Mbya Rembiapo, projeto selecionado pela política cultural do município, com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Canela.
Focado no turismo de base comunitária, esse roteiro valoriza o patrimônio imaterial, gerando sustentabilidade financeira para a comunidade ao mesmo tempo em que protege e dissemina hábitos tradicionais.
No dia 18 de julho (sábado), das 14h às 16h30, a aldeia realiza a sua oficina prática de escultura em madeira. A técnica de esculpir pequenos animais é uma tradição sagrada da etnia Guarani, representando a fauna local por meio de ferramentas simples e madeiras leves — uma prática que une o fazer artístico à conexão espiritual com a natureza.
A Experiência: Orientados por mestres artesãos da comunidade, os participantes aprenderão as técnicas de entalhe sustentável e, ao final, poderão levar para casa a peça produzida. A vivência também inclui a degustação da culinária típica guarani.
Ferramenta: A organização recomenda que cada participante traga seu próprio canivete para trabalhar na escultura.
Inscrição: O investimento é de R$ 125,00 por pessoa.
Além da oficina, a comunidade já está com o calendário de julho aberto para agendamentos de visitação guiada, permitindo que turistas e moradores conheçam de perto as técnicas de cestaria e a confecção de acessórios tradicionais com sementes e miçangas.
Serviço
O quê: Oficina de Escultura em Madeira e Visitação Guiada.
Quando: 18 de julho (Sábado), das 14h às 16h30.
Onde: Aldeia Guarani Yvy’ã Porã – Linha São Paulo, interior de Canela (cerca de 40 minutos de carro do centro).
Investimento (Oficina): R$ 125,00 por pessoa.
Inscrições e Informações: Diretamente via WhatsApp nos números (51) 99680-7379 ou (51) 99578-2746 (A/C de Patrícia Viale).
Canais Oficiais: Acompanhe os desdobramentos artísticos no Instagram oficial @manos_hu.manos.

A filosofia e o propósito do MANOS
O coração do projeto está na busca pelas trajetórias humanas que dão vida ao artesanato. A iniciativa se baseia em duas perspectivas centrais que se complementam:
Quem faz (O lado do Artesão)
O MANOS é uma jornada para revelar e documentar as pessoas reais por trás dos objetos feitos à mão. O projeto entende que o verdadeiro valor de uma peça não está apenas na sua estética, mas sim:
Nas histórias de vida e memórias de quem a produziu.
Nos saberes ancestrais e nas técnicas transmitidas por gerações.
No significado profundo e na identidade que o criador deposita no objeto através do gesto manual.
Quem escolhe (O lado de quem consome)
O projeto também lança luz sobre o impacto que esses objetos causam em quem os adquire. Para o MANOS, a escolha por um objeto artesanal é um ato de conexão:
As pessoas se reconhecem nas histórias que o objeto carrega.
Ao escolher uma peça feita à mão, o indivíduo transforma aquele objeto em uma extensão do seu próprio ser.
O objeto passa a comunicar os valores internos, a personalidade e a visão de mundo de quem o possui.
A ponte entre mundos
Em sua essência, o MANOS celebra o momento em que a história de vida tecida por uma pessoa encontra eco na alma e no coração de outra.
O que o Projeto faz na prática?
Com um foco inicial voltado para resgatar e proteger os saberes tradicionais do sul do Brasil, o MANOS se desdobra em três grandes frentes:
Documentação artística: Produção de fotos e filmes com linguagem poética e artística para registrar o cotidiano, as pessoas e os processos minuciosos do fazer manual.
Curadoria e comercialização (Futuro): O projeto prevê a venda de peças artesanais selecionadas a partir dessa curadoria, gerando renda sustentável para as comunidades integradas.
Produtora Audiovisual (Futuro): Criação de uma produtora de foto e filme voltada para atender empresas, instituições e marcas que se identifiquem com a estética, a poesia e os valores humanos do MANOS.




































































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