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“Tu me amas?” Gramado e São Pedro: a cidade que construiu sobre a rocha

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Papa Leão XIV, 29 de junho de 2026, Basílica de São Pedro, Roma. Foto: Pedro A Tomazeli Gruszynski
Papa Leão XIV. Basílica de São Pedro. 29 de junho de 2026. Foto: Pedro Augusto Tomazeli Gruszynski


Por: Tela Tomazeli

Redação: Notícias Locais


No coração de Gramado, a Igreja Matriz de São Pedro não é apenas um templo. É o centro visível da cidade, o ponto em torno do qual a vida comunitária se organiza. E não é coincidência que o nome da cidade tenha surgido numa comissão onde cinco homens se chamavam Pedro. Era como se a pedra já estivesse escolhida para sustentar a história.



Pedro: o homem comum que se tornou alicerce

Simão, filho de João, era pescador. Homem simples, de mãos calejadas, que Jesus chamou para ser “Cefas”, a pedra. Não foi escolhido por ser brilhante, mas por ser fiel. Negou, chorou, voltou, e foi confirmado na missão: “Apascenta as minhas ovelhas.” Sua grandeza não estava em nunca cair, mas em levantar-se depois da queda. Essa humanidade é o que o torna próximo de todos nós: pais, mães, filhos, trabalhadores que constroem o dia a dia de Gramado.



Pedro e Paulo: colunas diferentes, mesma missão

Nas homilias do Tríduo, Dom Osvino, Padre Delcio, Padre Eloio e Padre Eduardo lembraram que não existe Pedro sem Paulo. Um era a pedra firme, o outro a voz que levava o Evangelho às cidades. Dois temperamentos, duas histórias, uma só missão. Assim também Gramado: feita da soma de diferentes pessoas, estilos e talentos, mas que se unem para construir uma comunidade sólida.



Gramado: a cidade que participa

Os pregadores destacaram que Gramado só existe porque as pessoas participam. Não é obra de poucos, mas de muitos. Esse pertencimento de não esperar que outros façam, mas assumir a responsabilidade de construir juntos. Como Pedro, que mesmo com medo voltou, a cidade se fortalece porque seus moradores retornam sempre ao centro, à Matriz, ao espírito comunitário.



A pedra que não cede

“Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha.” Essa frase do Sermão da Montanha, proclamada na festa, é mais que metáfora: é projeto de vida. Gramado cresceu, tornou-se referência nacional e internacional, mas no dia 29 de junho ainda para, celebra, canta, almoça junto, passa a imagem do padroeiro pelas ruas. Num tempo em que “comunidade” virou palavra de marketing, Gramado mostra que ainda sabe o que ela significa.


Assim como Pedro foi o alicerce da Igreja, Gramado se constrói sobre a rocha da participação e da fé. O nome escolhido por cinco “Pedros” não foi acaso: foi destino. A cidade carrega em si a lembrança de que grandeza não está em nunca falhar, mas em ter coragem de recomeçar. E, como Pedro, responder com verdade à pergunta que ecoa em cada geração: “Tu me amas?”



 


Fotos de Gramado: Tela Tomazeli

Fotos da Basílica de São Pedro: Pedro Augusto Tomazeli Gruszynski



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