Piratini Norte: Prefeito Nestor Tissot assina contrato para a reconstrução do bairro, Gramado, RS
- Tela Tomazeli | Editora
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Opinião – Tela Tomazeli

"É inevitável reconhecer que as obras impactarão todo o município. A rua Piratini, via de travessia essencial, terá momentos de bloqueio para a entrega de maquinários e materiais pesados. É preciso que a comunidade esteja consciente de que não haverá pausa durante a alta temporada, o cronograma seguirá até a conclusão.
E quanto àqueles que aparecem apenas para registrar vídeos ou fotos rápidas, sem acompanhar de fato o andamento dos trabalhos, fica a reflexão: observar de longe não traduz a realidade. O ritmo da obra será intenso e exige compreensão coletiva, afinal, os moradores da Piratini aguardam há tempo, assim como moradores de outras regiões da cidade que também esperam por soluções semelhantes.
Aliás, chama atenção que, desta vez, não apareceram os chamados "lacradores", como bem define o jornalista Cláudio Humberto, da Rádio Band, aqueles que costumam produzir vídeos apenas para criticar sem qualquer compromisso com a apuração dos fatos. Compareceu apenas um, que, como de costume ao longo dos anos, deu o ar da graça, fez sua foto e foi embora, sem acompanhar a apresentação até o fim".
Por: Tela Tomazeli
Editoria: Notícias Locais
GRAMADO, RS - Região mais afetada pelas fortes chuvas de 2024 receberá intervenções complexas de engenharia e contenção em uma área de 13.500 m²
A Administração Municipal de Gramado, RS, promoveu, na noite desta quarta-feira (1º), um ato na Escola Municipal Senador Salgado Filho, reunindo a comunidade do bairro Piratini Norte para anunciar como serão executadas as obras de recuperação da região, uma das mais atingidas pelas chuvas de 2024. Na ocasião, o prefeito Nestor Tissot assinou o contrato com a empresa GEOX Geotecnia e Engenharia de Obras Ltda., responsável pela execução das intervenções.
O contrato, no valor de R$ 13.689.911,41, prevê a reconstrução de trechos das ruas Henrique Bertoluci (120m), Guilherme Dal Ri (150m) e Afonso Oberher (70m), com fornecimento de material, totalizando uma área de intervenção de 13.500 m². As soluções técnicas contemplam solo grampeado (220m²), cortina atirantada (920m²), cortina de estacas justapostas (155m²), muro de gabião (1.040m³) e pavimentação (2.210m²). O prazo de execução da obra é de 18 meses, a contar da emissão da ordem de início, com vigência contratual total de 24 meses.
Do valor total, R$ 12.930.000,00 são oriundos de convênio com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), e R$ 759.911,41 são contrapartida do município.
Dois anos e meio de articulação
Ao falar no evento, o prefeito Nestor Tissot lembrou que, desde a tragédia, há cerca de dois anos e meio, a equipe municipal não parou de buscar soluções para os problemas causados pelo desastre. Segundo ele, o caminho até aqui envolveu decidir a melhor forma de corrigir o ocorrido, construir projetos seguros e buscar recursos, um processo que exigiu muito trabalho, viagens e persistência.
Nestor destacou que os valores envolvidos, embora expressivos, nunca foram um impeditivo, e que a obra contará com recursos federais e municipais. Ele adiantou ainda que outras frentes estão na sequência do cronograma de obras, incluindo intervenções nos Três Pinheiros, no bairro Dutra e na região da Nelson Dinnebier.
O prefeito agradeceu nominalmente à equipe técnica que acompanhou o processo desde o início e apresentou os representantes da empresa vencedora da licitação, de Cotia (SP). Tissot ainda explicou por que a obra começa somente agora: o processo dependeu da conclusão de projetos, da liberação de recursos e da licitação, que levou cerca de seis meses e precisou ser aberta a empresas de todo o país, já que, no caso da obra dos Três Pinheiros, duas licitações anteriores ficaram sem nenhuma proposta.
Estudos técnicos que sustentaram o projeto
O professor Luiz Bressani, um dos responsáveis pelos estudos geotécnicos, explicou que o trabalho começou com uma contratação emergencial junto à Prefeitura para um estudo de investigação e diagnóstico. Durante seis meses, a equipe realizou sondagens e monitoramento da encosta. Nesse período, foi necessária a retirada de bens e a demolição de casas, por segurança patrimonial e para evitar o acúmulo de entulho na obra, além da instalação de um sistema de drenagem provisória, que ajudou a estabilizar a área e evitar o avanço da ruptura.
Segundo o especialista, não foi possível calcular com precisão um fator de segurança para a encosta naquele momento, pela falta de dados completos. Em janeiro de 2025, a equipe entregou o estudo final de pré-projeto, e a partir daí foi contratada para o projeto executivo propriamente dito, com mais três meses de monitoramento geotécnico e entrega prevista para julho de 2025.
Ele também relatou uma viagem a Brasília, ao lado do secretário de Governança de Gramado, Germano Junges, para tratar da liberação dos recursos necessários, etapa que classificou como decisiva. Depois veio o processo licitatório, com revisão de planilhas de custos bastante ajustadas, até chegar à assinatura do contrato nesta quarta-feira. O professor Bressani fará o acompanhamento da obra.
Indenizações: Vinte famílias já foram pagas
Sobre as desapropriações de imóveis necessárias para viabilizar a obra, a Procuradora-Geral do Município de Gramado, Mariana Melara Reis, informou que já foram indenizadas vinte famílias, apesar das limitações legais enfrentadas no processo. As famílias que ainda não receberam a indenização não foram prejudicadas por decisão administrativa, mas porque a documentação dos imóveis ainda não está definitiva no Fórum.
Segundo a Procuradoria, o valor referente a essas indenizações pendentes já está reservado, por determinação do prefeito desde o início do processo, e será pago assim que os proprietários concluírem a comprovação de propriedade exigida.
Uma empresa com ataução em todo o país
Paulo Cesar Scarin, sócio-proprietário da GEOX, destacou que essa é a primeira oportunidade de a empresa trabalhar com a Prefeitura de Gramado, embora já atue em obras espalhadas pelo Brasil, em cidades como Maceió, Salvador, Belo Horizonte, Juiz de Fora, São Paulo, Santos e São Vicente. Segundo ele, a empresa conta com equipe própria de engenheiros, técnicos e operadores de equipamentos.
Scarin apresentou seu filho, engenheiro com quase quinze anos de experiência que estará à frente da supervisão da execução do contrato em Gramado, embora não ocupe formalmente o cargo de engenheiro residente.
Para ilustrar a experiência da empresa em obras semelhantes, foram apresentados exemplos de intervenções já realizadas, entre elas: canalização de córrego em Londrina (PR); reforço de muro de contenção no SESC SENAC, em Belo Horizonte; recuperação de deslizamento em Franco da Rocha (SP); contenção com sacaria de solo e cimento na Raia Olímpica da USP; diversos contratos de estabilização de encostas para a Prefeitura de Maceió; e a reconstrução de áreas atingidas pela tragédia de Petrópolis (RJ), que exigiu o uso de teleférico para transporte de material e equipe até o topo da encosta.
Scarin reforçou que a execução da obra exigirá compreensão da comunidade, já que haverá máquinas, ruído e, eventualmente, interdições de ruas para entrada e saída de material. Segundo ele, a meta da empresa é ter o mínimo de interferência possível e concluir a obra dentro do prazo de 18 meses, ou até antes, já que o pagamento à empresa está atrelado à conclusão dos trabalhos. Ele adiantou ainda que a GEOX pretende abrir vagas de emprego para contratação de mão de obra local durante o período da obra.
Instalação do canteiro de obras e sinalização das ruas
O proprietário da empresa explicou que, antes do início efetivo dos trabalhos, é necessário instalar o canteiro de obras, com escritório, ligações de água e energia elétrica, além de providenciar materiais especiais, como asfaltos e telas específicas, que precisam ser encomendados e fabricados sob medida. Por isso, pediu paciência à comunidade, garantindo presença frequente da equipe na região. Haverá necessidade de contratação de mão-de-obra.
Questionando sobre a sinalização e a comunicação prévia à população durante a execução das obras, especialmente quanto ao fechamento de ruas, a reportagem do Gramado Magazine sugeriu que a empresa e a Prefeitura adotem uma campanha de conscientização com aviso antecipado à comunidade. Em resposta, a empresa afirmou que a ação será integrada entre a GEOX, a Prefeitura e o departamento de trânsito do município, e que, embora o detalhamento ainda não tenha sido definido, por se tratar do primeiro dia após a assinatura do contrato, o tema já está no radar da administração municipal.
Participantes do Ato
De acordo com o contrato, a fiscalização técnica da obra ficará a cargo dos servidores Ubiratam Elias de Moura, João Luiz Annes Ghisleni e Arthur Fernandes Domingos. A fiscalização administrativa será exercida por Maurício Motta Nunes, e a gestão do contrato caberá a Anderson Stenger Menezes.
Nas imagens, Nestor Tissot, Luia Barbacovi, Mariana Melara Reis, o sócio-proprietário da GEOX, Paulo Cesar Scarin, acompanhado de seu filho, apresentou algumas das obras já realizadas pela empresa. O momento destacou a trajetória e a qualidade dos projetos desenvolvidos, reforçando o compromisso da GEOX com inovação e excelência. Saímos com uma impressão positiva da apresentação.














































































