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Agricultura e clima: desafios que o RS precisa enfrentar agora

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Meio Ambiente


PORTO ALEGRE, RS - Entre 20 e 26 de julho, Porto Alegre recebe sua 1ª Semana de Ação Climática. O Rio Grande do Sul, que ainda enfrenta os impactos das enchentes de 2024 e se prepara para enfrentar um ‘super El Niño’, também mostra que é possível produzir alimentos de forma sustentável.


Com o objetivo de mobilizar o sul do país para uma agenda climática prática, inclusiva, conectada com o mundo e capaz de transformar boas práticas em caminhos concretos de adaptação e desenvolvimento sustentável, a 1ª Semana do Clima de Porto Alegre vai reunir, entre 20 e 26 de julho, sociedade civil, governos, empresas, universidades, comunidades e organismos internacionais para discutir resiliência e apresentar soluções para os desafios de um clima em transformação.


Em um estado reconhecido pela produção agropecuária, e responsável por 70% da produção de arroz do país – na terça-feira (21) a Uma Gota no Oceano  - organização da sociedade civil que atua há mais de 15 anos na promoção de causas socioambientais - realiza o painel “Menos Metano, Mais Futuro: segurança alimentar e inovação no cultivo de arroz”, um debate sobre agricultura sustentável e mitigação de gases de efeito estufa, como o metano, responsável por 1/3 do aquecimento global. O encontro vai discutir desafios, oportunidades e soluções capazes de reduzir emissões, aumentar a produção e fortalecer a sustentabilidade e a permanência no campo.



Entre enchentes e secas: os desafios da produção sustentável no RS

O arroz é um alimento fundamental para a segurança alimentar. No Rio Grande do Sul, enquanto os produtores ainda se recuperam das enchentes de 2024, já precisam se preparar para os impactos de um “super” El Niño, associado a ondas de calor, inundações e tempestades intensas. O fenômeno pode afetar a produção agrícola e o abastecimento de alimentos em diversas regiões do mundo.


Mostrar que é possível reduzir emissões sem abrir mão da produtividade é o objetivo do painel “Menos Metano, Mais Futuro: segurança alimentar e inovação no cultivo de arroz”. Para trazer experiências concretas de quem trabalha no campo, junto com pesquisas científicas para o melhoramento genético dos grãos, do solo e das formas de cultivo, estarão no debate:


  • Mara Grohs - Pesquisadora do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) e uma das principais referências em manejo de baixo carbono na rizicultura gaúcha. Ela acompanha práticas já adotadas no estado que aumentam a produtividade e reduzem emissões.


  • Edvane Portela – Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atua no desenvolvimento e coordenação da produção de arroz orgânico e de base ecológica. Seu trabalho envolve parcerias estratégicas com movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) — considerado o maior produtor de arroz orgânico da América Latina.


  • Gabriel Quintana - Coordenador da Iniciativa de Ciência do Clima do Imaflora, engenheiro ambiental pós-graduado em Agronegócios. Atua na agenda da agropecuária de baixas emissões, com foco em inventários de gases de efeito estufa (GEE), mitigação de metano, remoção de carbono, políticas climáticas e implementação do Plano ABC+. Também integra a equipe do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), contribuindo para o monitoramento das emissões do setor agropecuário.


A mediação será da jornalista gramadense, Maria Helena Martinho


Semana do Clima de POA

·        Painel: Menos Metano, Mais Futuro: segurança alimentar e inovação no cultivo de arroz

·        Data: 21 de julho, das 11h30 às 12h30

·        Local: Teatro Olga Reverbel - Multipalco Eva Sopher – Centro Histórico


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