Sirena Gramado: “primeiro entender, depois definir”, diz CEO

No COMPLAN 2026, Jaime Sirena explicou os critérios do complexo de 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol, na Serra Gaúcha

Os estudos de demanda e as características do território vão definir como se distribui o mix de moradia, comércio, serviços e trabalho do Sirena Gramado, complexo turístico de 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol, na Serra Gaúcha. A posição foi defendida pelo CEO Jaime Sirena no COMPLAN 2026, evento da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil) realizado nos dias 28 e 29 de outubro, em Balneário Camboriú (SC).
“No Sirena Gramado, partimos do lugar, um destino turístico consolidado, e de uma âncora já em construção, o Club Med. Os estudos de mercado que estamos conduzindo agora vão dizer como o restante do mix se distribui. A ordem importa: primeiro entender, depois definir”, afirmou.
Cada uso tem sua própria dinâmica
Ao tratar dos critérios para combinar diferentes usos em um mesmo empreendimento, Sirena questionou a adoção de proporções reproduzidas de outros projetos. Para ele, cada atividade precisa ser investigada separadamente, considerando o perfil de quem vai ocupar, visitar e trabalhar no local.
“O erro comum é medir tudo com a mesma régua. Estamos olhando cada uso separadamente. É necessário avaliar quem compra, quem circula, quem trabalha. É esse estudo que vai definir a composição do bairro”, disse.
Mais de R$ 1 bilhão e masterplan do Escritório Jaime Lerner
O Sirena Gramado tem investimento inicial superior a R$ 1 bilhão, masterplan desenvolvido pelo Escritório Jaime Lerner e implantação planejada em três fases. A principal âncora hoteleira, o Club Med Gramado, está em construção e será o primeiro resort da categoria Exclusive Collection da marca na América do Sul.
Densidade no lugar certo
Na avaliação do CEO, a densidade precisa ser analisada junto com a distribuição das atividades. A concentração de pessoas e construções ajuda a financiar a infraestrutura e a sustentar o funcionamento de comércio e serviços, mas sua localização deve preservar os atributos que valorizam o território.
“Densidade é a conta que paga a cidade, mas precisa estar no lugar certo. Num território com mata nativa e paisagem como principal ativo, a distribuição dos usos é tão importante quanto a quantidade”, destacou.
A acessibilidade também influencia essas decisões. No caso de Gramado, o fluxo turístico amplia o público potencial para comércio e serviços. Dentro do empreendimento, a organização dos acessos deve considerar tanto as atividades que dependem de circulação quanto os espaços que exigem privacidade.
O risco de antecipar o comércio
Sirena chamou atenção para o risco de antecipar a oferta comercial sem uma demanda capaz de sustentá-la. “Loja vazia é quase sempre loja construída cedo demais, espalhada demais ou sem quem a opere”, observou.
No empreendimento, a curadoria do entretenimento ficará sob gestão única da DC Set, empresa com atuação em entretenimento e eventos.
Valor que passa de uma fase para outra
Para o executivo, o desenvolvimento em fases exige avaliar como as primeiras entregas influenciam o valor e a viabilidade das seguintes. “Cada espaço bem resolvido na primeira fase é valor transferido para as próximas. E segurança jurídica também é rentabilidade”, concluiu.

Sobre o Sirena Gramado
Lançado pelo Grupo Sirena no fim de 2025, o Sirena Gramado é concebido sob o conceito de “Cidade Natureza”, que integra arquitetura, bem-estar, entretenimento e hospitalidade em harmonia com o território. O empreendimento tem gestão e incorporação da Star Ópera e conta com o Club Med como parceiro estratégico na hotelaria e hospitalidade. Segundo a empresa, o Sirena Gramado se posiciona como um dos empreendimentos turísticos mais relevantes da Serra Gaúcha.
Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.























































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