Semana Caldeira 2026, Porto Alegre: Opinião e Registros

Opinião
Por Tela Tomazeli
João Adibe Marques, presidente da Cimed, defende que o segredo de uma empresa nacional está em pensar de forma regional, reconhecendo a diversidade e a grandeza do Brasil além das bolhas. Para crescer, segundo ele, é preciso valorizar quem acreditou desde o início: os pequenos empreendedores, vistos não como inadimplentes, mas como heróis que sustentam histórias de sucesso.
Na cultura interna da Cimed, os colaboradores são protagonistas. Eles recebem os lançamentos primeiro, participam das estratégias e se tornam uma rede orgânica de influenciadores. Para Adibe, produto não fala; quem fala são pessoas. E somente quem fala de coração consegue vender.
Ele também alerta que o empreendedor precisa manter o foco. A internet pode dispersar, mas o crescimento vem de concentrar energia naquilo que realmente importa, sem se perder em assuntos que não pertencem ao seu caminho.
Afinada a esse pensamento, destaco ainda o papel da Inteligência Artificial como uma ferramenta fantástica, capaz de potencializar resultados e ampliar horizontes, desde que seja usada com consciência e responsabilidade. Regionalização, valorização dos pequenos, cultura interna forte e foco no essencial são pilares que sustentam o presente e constroem o futuro.

Semana Caldeira 2026 reúne mais de 12 mil pessoas em Porto Alegre
Quinta edição do evento de inovação e negócios teve mais de 300 atividades gratuitas, mais de 400 palestrantes, delegações de 12 países e a inauguração de uma praça aberta ao público
A Semana Caldeira 2026 recebeu mais de 12 mil visitantes únicos no Instituto Caldeira, no bairro Navegantes, em Porto Alegre, entre segunda-feira (21) e sexta-feira (25). Nos cinco dias de programação gratuita foram registrados mais de 23 mil acessos, número que mostra a recorrência do público ao longo da semana.
Em sua quinta edição, o evento reuniu lideranças empresariais, especialistas nacionais e internacionais, empreendedores, investidores, pesquisadores, representantes do poder público e delegações de 12 países. Foram mais de 300 atividades, com mais de 400 palestrantes, em uma programação voltada à inovação, aos negócios e à transformação da sociedade. Os debates trataram do futuro dos negócios, do avanço da inteligência artificial, de educação, da transformação das organizações e dos desafios de desenvolvimento das cidades.
O que é a Semana Caldeira e qual é o seu objetivo
A Semana Caldeira é realizada pelo *Instituto Caldeira. O evento aproxima empresas, empreendedores, especialistas e comunidade em torno dos desafios e das oportunidades da inovação, com encontros que buscam unir experiências empresariais, conhecimento e oportunidades de colaboração.
Na abertura, o CEO do Instituto Caldeira, Pedro Valério, explicou o propósito do evento: "Estamos muito felizes por dar início a mais uma edição da Semana Caldeira e reafirmar o nosso real propósito: reunir aqui, durante esses cinco dias de evento, diferentes comunidades. Acreditamos que é através dessa intersecção que o projeto toma forma e significado para a sociedade."
Além de reunir pessoas, o evento busca provocar reflexão em empresários e profissionais de todos os setores. "O que a gente tem feito é provocar as perguntas que precisam ser feitas sobre geração de valor, eficiência e ganho de produtividade. Pois, cada vez mais, todos vão precisar ter um olhar de inovação e de adoção de novas tecnologias, independentemente do seu setor", completou Valério.
A programação não ficou só na tecnologia e no empreendedorismo. Educação, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento urbano entraram na pauta, o que ampliou o diálogo entre o ecossistema de inovação e a sociedade.
"Inovar é saber ver": o tema desta edição
O tema de 2026 propôs uma reflexão: como organizações e profissionais podem distinguir as oportunidades relevantes em um cenário de excesso de informações, de aceleração tecnológica e de expansão das possibilidades trazidas pela inteligência artificial. Para Pedro Valério, o desafio da inovação está menos em fazer mais e mais em identificar o que realmente vale a pena ser feito.
"A tecnologia e a inteligência artificial vão resolver cada vez mais coisas. Mas, em um mundo com tantas possibilidades, o desafio é saber distinguir os sinais dos ruídos e entender o que realmente vale a pena ser feito. Inovar também é fazer escolhas", afirmou.
Quem passou pelos palcos
Entre os participantes da programação estão André Bier Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau; Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil; Diego Puerta, presidente da Dell Technologies no Brasil; Diego Barreto, sócio e CEO do iFood; Alexandre Arnold, CIO do Grupo Panvel; João Adibe, presidente da Cimed; Carla Fonseca, CEO da Smiles; Daniel Randon, presidente da Randon; e Carlos Souto, presidente do Conselho da Renner.
A lista inclui ainda Colin Bryar, cofundador da Working Backwards e ex-VP da Amazon; Rafael Cavalcanti, diretor de Inteligência de Dados e CRM do Bradesco; Arun Chandrasekaran, VP da Gartner; Camila Leães, VP de Produto do Grupo OLX; Nelson Sirotsky, presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS; Daniel Silva, diretor da Cyrela; Antonio Carlos Secchin, membro da Academia Brasileira de Letras; Dr. Toni K. Choueiri, diretor do Lank Center for Genitourinary (GU) Oncology do Dana-Farber Cancer Institute; Christiaan van Hattem, Senior Marketing Strategist da Brivia Group; Chris Roe, Global Communication Coach, Keynote Speaker & Host; o palestrante e escritor Clóvis de Barros Filho; Luis Justo, conselheiro do Rock World; e Sam Burd, Chief Strategy Officer da Dell Technologies.
IA, cultura e geração de valor
A abertura levou cerca de 3 mil pessoas aos prédios Renner e Guahyba do Instituto Caldeira. Foram mais de 60 atividades gratuitas em 15 espaços simultâneos, com palestrantes do Brasil, dos Estados Unidos, da Argentina, da França e do Peru. O primeiro dia contou com nomes como Diego Barreto, do iFood, André Santos, do Mercado Livre, e Colin Bryar, ex-executivo da Amazon, e percorreu temas como inteligência artificial, saúde, educação, cultura e empreendedorismo.
Barreto apresentou os princípios do "Jeito iFood", em uma conversa sobre comportamento humano, liderança e cultura organizacional. Ele contou que a empresa tem direcionado investimentos exclusivos para inteligência artificial e para novas tecnologias de operação, como o uso de drones na logística de entrega. "Temos investido para o treinamento do nosso modelo fundacional, o aperfeiçoamento dos nossos produtos de IA e, cada vez mais, aproximar a inteligência artificial do consumidor", afirmou.
Recorde de público e inauguração da praça
O segundo dia registrou o recorde de visitantes únicos considerando todas as edições do evento, com mais de 5 mil pessoas. Foram 67 atividades em 16 espaços, com palestrantes de quatro países e temas como marketing, inovação, tecnologia, esporte e longevidade empresarial. Foi também na terça-feira que a praça do Instituto foi inaugurada.
No Espaço Guahyba, o bate-papo "Quem é o dono da sua IA?" apresentou o conceito de IA soberana. Sam Burd, da Dell Technologies, e Pedro Valério discutiram as estratégias de infraestrutura que os líderes empresariais precisam adotar para transformar a inteligência artificial em vantagem competitiva. No mesmo espaço, a gravação ao vivo do podcast "A Mamãe Já Volta", da Aldeiaaaaa, tratou de identidade, desejo e trabalho depois da maternidade, com a jornalista Gabriella Bordasch e a psicanalista e escritora Ana Suy.
Na Arquibancada 1 Banrisul, o painel "Brasil em jogo" reuniu executivos da LaLiga, do Miami Dolphins e do Club Atlético Osasuna, que revelaram suas estratégias para conquistar o público brasileiro.
No Espaço Caldeira, o painel "Preservando a Essência: Onde o Legado Encontra a Tecnologia" reuniu líderes da Fruki Bebidas, do Grupo Miolo e do Grupo Lebes. O tema foi como empresas gaúchas com décadas de história estão se reinventando por meio de dados e de novas formas de relacionamento com o cliente.
"A Fruki assumiu que precisava digitalizar os seus dados e está cada vez mais voltada para informação. Centralizamos tudo em uma única plataforma para ter qualidade na hora de extrair esses dados e tomar as decisões que precisamos no dia a dia. Mas não é só tecnologia. Hoje temos tribos de dados em diversas áreas do negócio, com pessoas que identificam as oportunidades e priorizam para onde a empresa precisa olhar", disse Aline Eggers Bagatini, diretora-presidente da Fruki Bebidas.
Para Otelmo Drebes, presidente do Grupo Lebes, a mudança passa pela experiência de compra. "Não podemos comprar e vender do mesmo jeito que a gente fazia há 20 anos. Hoje, 70% das nossas vendas são por crediário, e o cliente compra por biometria, recebe o link e assina eletronicamente. A tecnologia precisa estar em cada etapa dessa jornada, pois se eu não permitir que ele pague digitalmente, não é que ele deixa de pagar: ele deixa de comprar", afirmou.
Francesco Miolo, project manager e sucessor do Grupo Miolo, falou sobre levar a inovação para além da produção. "Na área comercial, a gente tem tentado estar cada vez mais próximo do cliente com ferramentas que deem velocidade e agilidade à nossa equipe. A gente tem trazido a tecnologia para as nossas operações, além da fábrica e do vinhedo", completou.
A programação teve ainda a Trilha das Juventudes, com 12 atividades no Espaço Multiuso, e painéis sobre ecossistemas globais de inovação com representantes da Dinamarca e da China.
Marcas, experiência do consumidor e comunidades
Cerca de 5 mil pessoas acompanharam mais de 60 atividades, entre painéis, talks e workshops, no terceiro dia. O foco foi a experiência do consumidor e a forma como as empresas estão usando dados, cultura e comunidades para transformar a relação com o público. A programação reuniu líderes de marcas esportivas, do entretenimento e dos serviços financeiros, além de atletas como a medalhista olímpica Jade Barbosa e o skatista Sandro Dias.
O painel "Do comportamento à experiência: como dados e IA redesenham a jornada do cliente" reuniu Rafael Cavalcanti (Bradesco), Camila Leães (Grupo OLX) e Mariana Gutheil (No One) para discutir como a tecnologia está redesenhando a jornada do consumidor. No palco Guahyba, Clóvis de Barros Filho apresentou a talk "Os valores da vida", com reflexões sobre ética, propósito e as escolhas que definem uma vida significativa.
O dia teve outros três painéis: "Marca é Experiência: como construir valor além do produto", com Renata Guerra (NBO), Rosana Fortes (Strava) e Bianca Dallegrave (Olympikus); "Comunidade, cultura e comportamento: o novo jogo das marcas", com Renata Altenfelder (Lojas Renner), Márcio Callage (Vulcabras) e Carolina Cavalheiro (Instituto Caldeira); e "Conexões reais: os grandes festivais muito além da música", com Luis Justo (Rock World), Caroline Torma (Grupo RBS), Franklin Costa (OCLB) e Rodrigo Montesano (Itaú).
Um ponto alto do dia foi o painel "Olimpíadas de Paris 2024: o ponto de virada", com Gustavo Herbetta, head comercial do Comitê Olímpico do Brasil (COB), a medalhista olímpica Jade Barbosa e o jornalista Duda Garbi. "Quanto mais espaço o time brasileiro tem, mais audiência, mais fãs, mais interesse das marcas em investir no esporte olímpico brasileiro. E isso traz performance, porque não existe alta performance sem investimento. É uma relação completamente direta", disse Herbetta. "São mais de 70 milhões de brasileiros que praticam uma modalidade olímpica sem contar o futebol. A gente tem todos os pré-requisitos para isso: climático, geográfico, proximidade com o esporte, paixão pelo esporte e prática esportiva", completou.
Jade Barbosa, medalhista de bronze em Paris 2024, falou sobre o papel transformador do esporte. "Ele muda milhares de pessoas, porque não é só sobre ser campeão olímpico, campeão mundial, mas é sobre ser campeão na vida", afirmou. Sobre a trajetória até a medalha, a ginasta contou: "A gente não conquistou aquela medalha naquele dia. A gente conquistou muitos anos atrás. Foram praticamente três ciclos completos juntos por esse propósito. A gente não teria tido esse retorno se não tivesse a oportunidade de ser vista."
O painel "Capital e crescimento: fortalecendo os negócios do Rio Grande do Sul" reuniu Julio Mottin, CEO do Grupo Panvel, Fernando Guerreiro de Lemos, presidente do Banrisul, e a colunista do Jornal do Comércio Patricia Knebel.
"A inovação acontece em todas as áreas. Para isso, estamos colocando em cada área um embaixador de tecnologia: dentro do marketing, da área financeira, da logística, do comercial, de operações. Precisamos ter essa pessoa que vai botar a mão na massa junto com a área de tecnologia, porque a velocidade da mudança está muito grande", afirmou Mottin.
IA, finanças e empreendedorismo
O foco em inteligência artificial, serviços financeiros, infraestrutura e empreendedorismo. As atividades foram da criação de agentes autônomos de IA ao futuro das fintechs e ao papel da liderança e da gestão na construção de empresas competitivas.
Entre as talks estavam "Desmistificando o Ecossistema de Agentes de IA: Onde o Valor Será Criado?", com Arun Chandrasekaran, do Gartner; "Um mundo em transição", com Artur Wichmann, da XP Inc, sobre geopolítica e cenário brasileiro; e "6 caminhos para o ROI com IA", com Laura Kroef, da BOX1824. A grade trazia os painéis "Fintechs 2.0: A próxima revolução dos serviços financeiros", com executivos de Ebanx e Appmax; "Distritos de inovação: a cidade como laboratório do futuro", com o prefeito Sebastião Melo e representantes do Insper e do Porto Digital; e "Empreender na área de tecnologia em 2026", com líderes de Nelogica, FSB e Zenvia. A NVIDIA tinha na agenda uma oficina sobre agentes autônomos de IA.

Um dos destaques do dia foi a palestra "O sucesso não aceita preguiça", de João Adibe Marques, presidente da Cimed. Diante de um auditório lotado, ele contou como uma empresa familiar de 12 funcionários do interior de Minas Gerais se tornou uma das principais farmacêuticas do Brasil, com 7 mil colaboradores e presença em 98% do território nacional. Adibe detalhou a estratégia de distribuição própria, que permitiu à Cimed chegar das grandes redes a farmácias em localidades remotas do Norte e do Nordeste.
"O segredo de uma empresa nacional é ter pensamento regional. Se você não regionalizar o pensamento da sua empresa, você não vai crescer. O nosso Brasil não é o Brasil dessa bolha que a gente vive. O Brasil é muito grande", disse. O empresário destacou ainda a importância do pequeno varejo para a empresa. Com um modelo de distribuição que atende pedidos a partir de R$ 300, a Cimed trata os pequenos empreendedores como parceiros estratégicos. "Eu não trato o pequeno como um inadimplente, eu trato o pequeno como um herói. Foi ele que me ajudou lá no início, quem acreditou na minha história e é quem fez a Cimed chegar onde está", afirmou.
Outro ponto central foi a cultura interna. Segundo Adibe, os funcionários são os primeiros a receber os lançamentos de produtos e participam das estratégias de comunicação da marca, o que transformou os 7 mil colaboradores em uma rede de influenciadores orgânicos. "Produto não fala. Quem fala são pessoas. E se você não falar do seu produto, de coração, você não vai vender", disse.
Em um momento em que o mercado debate se a inteligência artificial vai substituir os profissionais de vendas, Adibe defende o caminho oposto. "Pessoas compram de pessoas. A inteligência artificial vai ajudar o vendedor a estar muito mais preparado, a pesquisar, a ter insight. Porque aquele vendedor que só dá prazo, que só faz promoção, já não existe mais", afirmou.
Ao encerrar, Adibe deixou um recado aos empreendedores, defendendo que o cenário econômico desafiador do Brasil sempre foi terreno fértil para quem mantém disciplina e clareza de propósito.
"O empreendedor não pode perder o foco. E a internet faz isso. Por isso, foque naquilo que vai fazer você crescer. Não entre em assuntos que não te pertencem e te tiram a energia", concluiu.
Praça aberta ao público é o legado da edição
A inauguração de uma nova praça aberta ao público no entorno do Instituto Caldeira foi uma das principais entregas de 2026. O espaço tem 2,6 mil metros quadrados e reúne uma ágora para eventos, uma floresta de bolso e soluções de infraestrutura verde voltadas à resiliência climática.
A praça amplia a relação do Instituto com a cidade e leva ao espaço urbano soluções baseadas na natureza, com potencial para contribuir com a adaptação às mudanças climáticas e com a qualificação dos espaços públicos. Ela passa a integrar o entorno do complexo de inovação, que ocupa 55 mil metros quadrados no bairro Navegantes.
Palco dedicado aos jovens
Uma das novidades desta edição foi a Trilha Jovem, criada para ampliar a participação das novas gerações. A proposta foi dedicar um palco exclusivo aos jovens, com palestrantes que estavam também nos palcos de negócios, mas com conteúdos voltados aos interesses, desafios e oportunidades dessa faixa etária. "Todo ano a gente tinha inscritos jovens e não tinha um palco dedicado para isso", explicou Pedro Valério.
Como funcionou o acesso
A Semana Caldeira 2026 aconteceu no Instituto Caldeira, no bairro Navegantes, em Porto Alegre. A programação foi gratuita e exclusivamente. O evento é realizado pelo Instituto Caldeira. A edição 2026 teve apresentação de Agibank e Banrisul e patrocínio master de Dell Technologies, Sebrae, Vale e Sulgás.
Saiba mais: o que é o *Instituto Caldeira
O Instituto Caldeira é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha para fortalecer o ecossistema de inovação no Rio Grande do Sul. Foi fundado por 42 empresas gaúchas. No mesmo complexo, reúne grandes empresas, startups e universidades, além de programas de educação, aceleração de startups e inovação corporativa.
O nome vem da história do lugar. O Instituto ocupa um complexo industrial histórico no bairro Navegantes que ainda guarda as caldeiras importadas da Europa pela A.J. Renner nos anos 1920. Ao prédio original, de 22 mil metros quadrados, somou-se a antiga fábrica da Tecidos Guahyba, com 33 mil metros quadrados. São os prédios Renner e Guahyba citados na programação da Semana Caldeira, que juntos formam os 55 mil metros quadrados do complexo.
Na enchente de maio de 2024, a água cobriu todo o térreo do Instituto, que precisou ser limpo e reconstruído. Em junho de 2026, segundo a revista Exame, o Instituto anunciou um investimento de R$ 120 milhões em cinco anos para modernização e expansão, com conclusão prevista para 2030. Na mesma reportagem, o ecossistema do Caldeira aparecia com cerca de 570 empresas, das quais cerca de 130 têm escritório no complexo.

Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.























































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