Os caminhos do outono
- Romeo Ernesto Riegel | Crônica
- há 7 horas
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Este tempo que Deus está nos concedendo expõe os caminhos do outono, recheado de confortável alegria. É que pela oportuna visão conceitual a Secretaria da Cultura oficializando o conceito de que os coloridos ramos de nossos arvoredos públicos, se confrontado com o céu, são mais do que adornos a vestir nossa cidade: são a confirmação essencial de nossa identidade.
A figura colorida que Gramado ostenta nos outonos de hoje foi sonhado a mais de 30 anos. Determinada concepção de nossa Administração Pública, associada à Universidade Federal de Santa Maria, resultou num quadro urbano harmonizado com a vocação de aparência turística que a cidade deve ter: cada árvore de hoje ocupa o lugar que lhe foi programado sob rigoroso estudo acadêmico.
A determinação dos espécimes plantados sobre nosso terreno rochoso foi pensado ser resistente aos impactos das intempéries. A previsão foi correta porque, até hoje, nenhuma árvore pública foi derrubada por qualquer ventania. Aliás, as ventanias em Gramado nunca passam se 40 km por hora, porque o vento perde força ao se chocar com os arvoredos naturais que cercam a cidade.
Naturalmente, nenhuma árvore está acima do interesse humano. É justo, então, que quando uma delas ameaça a segurança de uma pessoa ou de uma propriedade, deve ser retirada em parte ou totalmente. Porem, nunca recorrendo à “poda rasa” que, com o tempo, desenha uma planta aleijada: troncos imensos sustentando galhos raquíticos. E Deus queira que nunca mais vejamos uma delas que tenha merecido tão deprimentes maus tratos.




































































