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Deus e o futebol

  • Foto do escritor: Romeo Ernesto Riegel | Crônica
    Romeo Ernesto Riegel | Crônica
  • 2 de jul.
  • 2 min de leitura

Segundo comprovam  documentos guardados nos mais secretos confins do Vaticano,  Deus um dia chamou seus assessores de maior confiança, para definir um motivo que pudesse ser a síntese da mais completa manifestação da fraternidade. E como para Ele o tempo nunca sai do mesmo lugar, deixou as propostas irem e virem durante uns poucos séculos. E foi São Pedro, o mais notável gramadense de todas as eras, quem foi ventilado pela inspiração do que hoje chamamos de futebol.


Na convocação, Deus determinou com suavidade, mas sob a mais rígida autoridade, que esse esporte fosse capaz de superar desde os ódios mais profundos até as mais límpidas condições de afeto. Que ele fosse o anteparo para todas as diferenças, um momento para que todos os seres humanos se juntassem para celebrar como irmãos.


Mas para fazer isso acontecer todos os dias, por enquanto seria impossível, dado o grau de amadurecimento humano que Deus vai completar dentro de alguns milhões de anos. Foi quando o futebol se fez dono dos dias, das semanas e dos anos, encoberto por um especial momento de consagração mundial. E foi quando e a comissão divina aprovou a criação da Copa do Mundo de Futebol.


Daí em diante, enquanto santas lágrimas e igualmente santos sorrisos recolhiam as emoções do fim de um certame, límpidos sentimentos enriqueciam o consolo e a alegria que seriam reencontrados ao começo de quatro novos anos. Enquanto isso, o futebol ia descer desse pedestal e demorar-se na rotina da mais pura liberdade dos espíritos, até a próxima Copa consagrada como a mais completa manifestação  universal da alegria.


O que se vê e sente em cada edição esse evento é gente lamentando ou se regozijando por motivos diferentes, mas mostrando respeito e afeto a cada impulso de suas emoções. E o mais belo desse primor humano é que ele nunca é acompanhado pelo rancor ou impactos pessoais negativos.




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