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Projeto identifica 15 espécies de anfíbios e répteis na área rural de Gramado

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

MEIO AMBIENTE - Um levantamento inédito sobre anfíbios e répteis da área rural de Gramado já apresenta resultados expressivos logo nas primeiras saídas de campo. Em apenas um fim de semana de trabalho, realizado nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026, foram registradas 15 espécies diferentes na localidade da Linha Tapera.





O estudo integra o projeto “Levantamento de Anfíbios e Répteis da Localidade da Linha Tapera, Município de Gramado”, coordenado pelo Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias (MARH), em parceria técnico-científica com o Instituto Biodiversa. Dois biólogos conduzem as atividades de campo, que seguirão com monitoramentos mensais ao longo de todo o ano de 2026.


Segundo o biólogo Francisco Zanella, o número inicial de espécies já indica o potencial ecológico da região. “Mesmo em uma primeira amostragem, realizada em um período específico do ano, conseguimos registrar 15 espécies. Isso demonstra que a Linha Tapera possui uma diversidade significativa. Ao longo das estações, esse número pode aumentar, já que muitos anfíbios e répteis têm comportamentos sazonais”, explica.


A Linha Tapera, situada a cerca de quatro quilômetros do Centro, está inserida no bioma Mata Atlântica e reúne matas, campos, banhados, açudes e arroios, ambientes que favorecem a presença de uma rica herpetofauna. Apesar da vocação natural do município, ainda não existe uma lista oficial dessas espécies em Gramado.


O projeto conta com recursos provenientes de emendas impositivas da Câmara Municipal de Vereadores de Gramado e será acompanhado e fiscalizado pela Secretaria do Meio Ambiente de Gramado, garantindo o cumprimento das normas técnicas e o bom andamento das atividades. Os dados obtidos no levantamento também poderão ser utilizados pela própria Secretaria para subsidiar o planejamento ambiental, a gestão territorial e futuras políticas públicas no município.


A mobilização comunitária foi decisiva para viabilizar a iniciativa. Moradores da Linha Tapera apoiaram o projeto e autorizaram o acesso às propriedades para a realização das pesquisas. Uma das impulsionadoras da proposta, Marlise Grings, destaca a importância da união entre comunidade e entidades ambientais. “Quando levamos a ideia à Câmara junto com o MARH, nosso objetivo era valorizar a natureza que temos aqui e garantir que ela seja conhecida e preservada. Ver o projeto acontecendo é motivo de orgulho para a comunidade”, afirma.


Além da produção de dados científicos, o levantamento prevê a elaboração de material para educação ambiental, que será disponibilizado às escolas do município. Ao concluir 2026, Gramado deverá contar, pela primeira vez, com um diagnóstico de sua herpetofauna, instrumento essencial para conservação, planejamento ambiental e fortalecimento do ecoturismo responsável. Fonte: MARH. Fotos: Divulgação




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