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Oásis Santa Ângela passa a ser Casa Vallena em projeto de 4.500 m² focado em longevidade e reabilitação

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura
Foto: Lucas Dias l Divulgação
Foto: Lucas Dias l Divulgação


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação


CANELA - Após 55 anos com as irmãs, o Oásis Santa Ângela passa a uma nova era para o cuidado sênior e a saúde de alta performance começa a ser desenhada em Canela, na Serra Gaúcha. O tradicional complexo do Oásis Santa Ângela, fundado há mais de cinco décadas e mantido historicamente pela Congregação das Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência, passará a ser gerido pelo grupo Vallena Living & Care.



 


Sob o comando do Dr. Marcelo Weber, ortopedista e especialista em geriatria, o local será transformado no primeiro empreendimento da marca na região, apresentando um modelo de negócio inédito que une assistência médica, hospitalidade e tecnologia em saúde.

 

A mudança de gestão foi anunciada para mais de 50 irmãs da congregação, reunidas em Canela, na noite desta segunda, dia 20 de abril.



Casa Vallena e ecossistema de saúde

Com a transição, o espaço de aproximadamente 4.500 m² de área privativa, inserido em um terreno de 7 hectares na RS-235, será denominado Casa Vallena. O projeto marca a expansão do ecossistema idealizado pelo Dr. Marcelo Weber, focado no envelhecimento ativo e na reabilitação funcional.

 

A nova gestão assume o imóvel, localizado na Rua Ernani Kroeff Fleck, 804, bairro São José, imediatamente após a liberação total, dando início a uma fase de mobilização para o retrofit. Este processo de modernização atualiza o edifício às normas de saúde e acessibilidade atuais, sem descaracterizar a essência arquitetônica que faz parte da paisagem de Canela.

 


Centro de Reabilitação e Terapia Aquática

Diferente do modelo tradicional de moradia, a Casa Vallena funcionará com dois pilares principais:

Residência Assistida: Focada em exclusividade e alto padrão para hóspedes permanentes ou de curta permanência.


 

Clínica Integrada e Reabilitação

O complexo contará com um moderno centro de reabilitação com terapia aquática e um ecossistema integrado de cuidado, contemplando medicina, nutrição, psicologia e gestão da longevidade. Estes serviços estarão disponíveis também para não hóspedes.

 

"Vamos trazer para a Serra Gaúcha um ecossistema de longevidade focado no 'envelhecimento bem-sucedido', unindo assistência médica de alta performance a um atendimento individualizado", destaca o Dr. Marcelo Weber.

 


Transição e legado das irmãs

O anúncio da nova gestão traz um alento à comunidade regional após o comunicado de encerramento das atividades filantrópicas do Oásis no início de 2026. Fundado em 1968 e com atendimentos iniciados em 1972, o Oásis Santa Ângela foi por 55 anos uma referência de acolhimento sob a dedicação das irmãs.

 

O contrato firmado com o grupo Vallena possui duração de 20 anos, garantindo estabilidade para os investimentos de longo prazo. A operação oficial terá início logo após o repasse das irmãs aos novos gestores, com um cronograma estimado de três meses para o início das atividades.


 

Avaliação multidisciplinar e equipe

Para garantir a excelência assistencial, o processo de admissão de pacientes será rigoroso. Cada perfil passará por uma avaliação individualizada com uma equipe multidisciplinar composta por geriatras, nutricionistas, ortopedistas e psicólogos. O dimensionamento da equipe profissional será progressivo, acompanhando a evolução da ocupação do complexo.

 

O Dr. Marcelo Weber, que possui especialização internacional e coordena serviços de ortopedia na região, reforça que a Casa Vallena será o centro de um projeto maior de valorização da vida, consolidando Canela como referência em cuidado humano integral.




Fotos: Divulgação 


 

Entenda a situação

O encerramento do Oásis Santa Ângela em Canela

A reportagem aborda o encerramento das atividades do Oásis Santa Ângela, uma das mais tradicionais instituições de longa permanência para idosos em Canela, após 57 anos de serviço. A decisão, comunicada em janeiro de 2026, foi motivada por uma crise financeira insustentável acumulada ao longo dos últimos anos.


Principais pontos da matéria:

  • Dificuldades financeiras: O déficit acumulado ultrapassou os R$ 2 milhões. Segundo a diretora, Irmã Sônia Maria Southier, a instituição precisaria de um aporte mensal fixo de R$ 70.000,00 para se manter viável.


  • Mudança no perfil de atendimento: Antigamente operada quase totalmente por religiosas, a casa passou a exigir uma equipe profissional robusta (50 funcionários para 46 assistidos) para cumprir as legislações vigentes, o que elevou drasticamente os custos operacionais.


  • O processo de fechamento: A instituição garantiu que não deixará dívidas e reservou recursos para as rescisões trabalhistas. As famílias dos residentes foram notificadas e têm um prazo de 45 dias para a transferência dos idosos.


  • Futuro do espaço: O prédio, que pertence à Congregação das Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência, não será vendido. Estuda-se a possibilidade de alugar a estrutura para outros fins ligados à saúde ou assistência pós-hospitalar.


  • Repercussão: A notícia gerou grande consternação na comunidade e órgãos públicos, com manifestações de gratidão pelo trabalho histórico realizado pela entidade na região.


Fonte: Jornal Nova Época - 16/01/26 - Por Claiton Saul



 

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