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Mobilidade - Como os conflitos no Oriente Médio já chegaram em Gramado

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 47 minutos
  • 5 min de leitura

GRAMADO - Queda no repasse de diesel pode afetar o transporte público.

Empresa responsável pela prestação do serviço faz alerta ao Executivo Municipal de Gramado!


O gerente-geral da empresa Gramado Transportes Público, Gilnei Garcia, esteve na Prefeitura de Gramado, na tarde de quinta-feira (12), participando de uma reunião com o secretário de Segurança Pública, Trânsito, Transportes e Fiscalização, Tiago Procópio, para apresentar números e expressar preocupação com a dificuldade na aquisição de diesel provocada pelo conflito no oriente médio. Responsável pelo transporte público em Gramado, a empresa efetua a compra semanal de 10 mil litros de diesel, no entanto, na última remessa foram entregues apenas 4 mil litros do combustível.


Gilnei Garcia alerta que alguns municípios gaúchos já reduziram cerca de 30% das rotas do transporte público devido a queda no repasse do diesel, e caso a situação permaneça, a mesma medida poderá ser tomada em Gramado. “Pode haver redução de horários na prestação do serviço, com a reorganização de linhas”, avalia o gerente-geral da Gramado Transportes Público.



Horários de pico e transporte escolar

O secretário Tiago Procópio destaca que caso a escassez de combustível provocada pela crise mundial se prolongue por mais um período, o município precisará adotar medidas para preservar o estoque de diesel na frota do transporte público para evitar a interrupção total do serviço.

“Se permanecer o cenário atual, teremos que priorizar os horários de pico e o transporte escolar” analisa Procópio, lembrando que as últimas remessas de combustível já estão sendo comercializadas com acréscimo de valores.

Fonte: Prefeitura Municipal de Gramado



O Brasil

A situação hoje, 13 de março de 2026, é de forte instabilidade no setor de combustíveis no Brasil devido à escalada de um conflito no Oriente Médio (envolvendo o Irã), que elevou o preço do barril de petróleo para patamares acima de US$ 100.


O governo federal e a Petrobras anunciaram medidas emergenciais entre ontem e hoje para tentar conter o repasse desses custos ao consumidor final.


1. Óleo Diesel: Reajuste e Subsídio

O diesel é o combustível mais afetado. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a Petrobras, as atualizações de hoje são:


  • Aumento da Petrobras: A estatal anunciou hoje um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras, que passa a valer a partir de amanhã, sábado (14). Este é o primeiro aumento em mais de 300 dias.


  • Contenção do Governo: Para evitar que o preço nas bombas dispare, o presidente Lula assinou ontem (12) uma Medida Provisória (MP 1.340/2026) que:

    • Zera o PIS/Cofins sobre o diesel (redução estimada de R$ 0,32).

    • Cria uma subvenção econômica (subsídio) de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores.


  • Impacto Final: A expectativa da Petrobras é que o aumento real nas bombas seja "residual", em torno de R$ 0,06, já que o subsídio e a isenção de impostos quase anulam o reajuste da refinaria.

  • Preço Médio Atual: Segundo levantamento da ANP divulgado hoje (13/03), o preço médio do diesel nos postos subiu 11,8% na última semana, chegando a R$ 6,80.



2. Gasolina: Estabilidade Temporária

Diferente do diesel, a gasolina apresenta um cenário de maior espera:

  • Preço Médio: A gasolina subiu cerca de 2,5% na última semana, com média nacional de R$ 6,46 (Fonte: ANP).


  • Sem Reajuste da Petrobras: Até o momento, a Petrobras não anunciou aumento para a gasolina hoje, embora a defasagem em relação ao preço internacional esteja próxima de 43%. A prioridade do governo foi blindar o diesel para evitar uma greve de caminhoneiros e o desabastecimento.



3. Situação do Abastecimento

O cenário é de alerta, mas ainda sob controle oficial:

  • Sistema de Cotas: Devido à alta internacional, importadores privados reduziram as compras. Para compensar, a Petrobras adotou nesta semana um sistema de "cota-dia" para venda de diesel às distribuidoras, limitando o volume diário para evitar que estoques se esgotem antes do reajuste.


  • Pontos de Escassez: Já há relatos de falta pontual de combustível em postos de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul (especialmente em Lajeado e áreas de colheita), conforme informado por sindicatos como o Minaspetro e a Farsul.



Resumo de Fontes Oficiais (13/03/2026)

Órgão/Empresa

Informação Oficial

Petrobras

Reajuste de +R$ 0,38 no diesel (válido em 14/03); Gasolina inalterada.

Governo Federal

MP 1.340/2026: PIS/Cofins zero e subvenção de R$ 0,32 para o diesel.

ANP

Preço médio do diesel subiu para R$ 6,80; Gasolina R$ 6,46.

Abicom

Alerta para defasagem internacional e risco de interrupção em importações privadas.

 


Opinião


O pulso da Serra sob o ritmo do Diesel. Quando a "bolha" em que vivemos é furada


Gramado é frequentemente vista como um cenário de filme, uma bolha de perfeição europeia encrustada nas montanhas gaúchas. No entanto, o brilho das hortênsias e o aroma do chocolate artesanal escondem uma realidade técnica profunda: a cidade é uma ilha de consumo conectada por fios de asfalto. Hoje, 13 de março de 2026, a constatação de que o transporte público local opera com menos da metade do combustível necessário nos convida a uma reflexão sobre a fragilidade desse encanto.


A engrenagem do sonho

O turismo, motor que move a região, é essencialmente uma questão de movimento. Quando o diesel escasseia ou seu preço dispara devido a conflitos a milhares de quilômetros daqui, o "sonho" de conhecer a Serra torna-se logisticamente mais pesado. O transfer que sobe a rodovia e o ônibus de excursão que cruza fronteiras estaduais não são apenas veículos; são os vasos sanguíneos que alimentam a hotelaria e o comércio. Sem o fluxo constante do combustível, a distância entre o desejo do turista e o pórtico da cidade parece aumentar.


A mesa que viaja

A gastronomia de Gramado, reconhecida mundialmente, é um espetáculo de logística. Cada fondue servido e cada café colonial montado dependem de um caminhão que venceu as curvas da serra trazendo insumos de outras regiões. Como a cidade consome muito mais do que produz, ela vive em uma dependência externa vital. O diesel, portanto, é um ingrediente invisível em cada prato: se ele falta ou encarece, o equilíbrio econômico da mesa se altera, evidenciando que a sofisticação urbana tem raízes profundas no transporte rodoviário.


A segurança do conforto

Até mesmo a infraestrutura de luxo, projetada para ser impecável, tem um coração que bate a diesel. Os grandes geradores, que garantem o aquecimento do inverno e que o serviço não pare diante das instabilidades climáticas da serra, revelam que a autonomia energética ainda é um desafio. No campo, o cenário se repete: o maquinário que cultiva as flores e frutos que ornamentam nossas rotas também depende dessa mesma fonte de energia.


A Interdependência

A atual necessidade de priorizar o transporte escolar e os horários de pico é uma constatação de que Gramado, apesar de sua atmosfera de isolamento idílico, está plenamente integrada às engrenagens globais. A história já nos mostrou que a incerteza no abastecimento gera um efeito dominó de cancelamentos e apreensão.


Refletir sobre o diesel em Gramado é entender que a beleza da Serra Gaúcha não é estática; ela é um organismo vivo que pulsa no ritmo do abastecimento. O momento pede menos alarde e mais consciência sobre a delicadeza dessa logística que, diariamente, sustenta o brilho da nossa "cidade de cristal".


Tela Tomazeli

Editora

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