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Gramado e a conservação paisagística

Foto do escritor: Romeo Ernesto Riegel | Crônica
Romeo Ernesto Riegel | Crônica
há 1 hora
1 min de leitura

Gamado é um município muito rico, porém acima de qualquer valor econômico pairam os cuidados de mantê-lo na cor verde, princípio que às vezes parece grotescamente contrariado. O exemplo atual que mais chama a atenção é o desmonte da área virgem defronte ao Lago Negro – como aconteceu com as araucárias que existiam defronte ao quartel da Polícia Rodoviária.


Para muitos, isso significa a degradação e a decadência dos cuidados que deram a Gramado seu principal motivo de interesse turístico. Contudo uma árvore, em lugar nenhum, costuma ser moradora eterna de um pedaço de cidade, contemplando paisagens dia e noite e impedindo pessoas de olhar a mesma coisa. Porém, o município e o futuro impõem, nesses casos, compensações pela lesão paisagística.


No caso do Lago Negro, para abrigar um grande empreendimento, foram atendidas pelos empreendedores exigências de compensação ambiental de mesma qualidade, aprovadas pelos conselhos municipais envolvidos normalmente com os cuidados pertinentes, tais como o Condema e o Conselho do Plano Diretor. E a empresa investiu recursos necessários dela provenientes, para atender as devidas exigências legais.


Casos semelhantes são o tombamento do Parque Knorr e de porções dos matos do Dr. Nelz, entre outros. Quer dizer que as injúrias eventualmente perpetradas no território citadino, estão ajustadas às diretrizes de desenvolvimento urbano, sem prejudicar o consagrado princípio de que a conservação ambiental constitui intocável dogma na consciência histórica e cultural de Gramado.



              

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