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Garibaldi mobiliza comunidade para tornar o espumante Patrimônio Histórico e Cultural

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

RECONHECIMENTO - A Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi (APEG) deu início a um movimento institucional para formalizar o espumante e sua cadeia produtiva como Patrimônio Histórico e Cultural do município. A iniciativa busca coletar 1.500 assinaturas de moradores locais para protocolar um Projeto de Lei na Câmara de Vereadores. O objetivo é transformar em política pública o legado de mais de um século que envolve não apenas a bebida, mas também os saberes, as práticas produtivas, as paisagens vitícolas e as celebrações que consolidaram a cidade como a "Capital Brasileira do Espumante".





O pedido de reconhecimento é sustentado pelo pioneirismo histórico de Garibaldi na vitivinicultura nacional. A documentação apresentada pela APEG destaca marcos como a produção do primeiro espumante brasileiro premiado em 1913, a trajetória da Vinícola Peterlongo e a chegada de grandes casas internacionais, como Chandon e Maison Forestier, entre as décadas de 1960 e 1970. Segundo o presidente da associação, o enólogo Ricardo Morari, o reconhecimento é um ato de responsabilidade com o futuro, preservando a identidade cultural que moldou a economia e o modo de vida da região.


A coleta de assinaturas está sendo realizada de forma presencial nas dez vinícolas associadas à APEG (Casa Pedrucci, Chandon, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Courmayeur, Peterlongo, Ponto Nero, Carlesso, Foppa & Ambrosi, São Luiz e Vaccaro). Para participar, o cidadão deve ser morador de Garibaldi e fornecer nome completo, número do documento e título eleitoral.


Fundada em 2025, a APEG atua no fortalecimento do enoturismo e na defesa dos interesses do setor, reforçando agora o vínculo direto entre o produto e a comunidade local através desta ação coletiva.





Ricardo Morari: o reconhecimento é um ato de responsabilidade com o futuro, preservando a identidade cultural que moldou a economia e o modo de vida da região. Imagem a direita. Foto: Divulgação



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