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Evento: Planta Summit debate o futuro urbano e a preservação do "DNA" da cidade

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há alguns segundos
  • 2 min de leitura

GRAMADO – O futuro das cidades de Gramado e Canela e a manutenção da identidade arquitetônica que as transformou em referência nacional foram os temas centrais do Planta Summit 2025. O evento, que está sendo realizado nesta quarta-feira (25), na Casa Nuvole, reune lideranças do setor imobiliário, arquitetos e autoridades para discutir o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico acelerado e a sustentabilidade urbana que garante ao município o metro quadrado mais valorizado do Rio Grande do Sul.



 



O compromisso com o valor e a sustentabilidade

A abertura do encontro foi conduzida por Bernardo Tomazelli, presidente da Planta (Associação de Desenvolvimento Imobiliário Sustentável da Serra Gaúcha). Em sua fala, Tomazelli destacou que a entidade, que completou 20 anos em 2025, busca conectar os diversos atores do mercado, de engenheiros a corretores, para planejar um crescimento ordenado.


"Não podemos matar o nosso destino. Temos que prosperar e crescer ordenadamente", afirmou o empresário, enfatizando que Gramado deve ser vendida por seus valores, como segurança, limpeza e organização,  e não por "preço" ou promoções. Tomazelli ressaltou ainda que a cidade é o segundo destino turístico mais visitado do Brasil, atraindo investidores globais que buscam a qualidade de vida diferenciada da região.


A História como Guia: O "Susto" da verticalização

O painel seguinte trouxe um resgate histórico conduzido pelo engenheiro Ricardo Peccin e pelo ex-secretário José Carlos Silveira, que detalharam como a ausência de um Plano Diretor nos anos iniciais quase descaracterizou a cidade. Peccin relembrou o "grande susto" provocado pela construção do primeiro bloco do Edifício das Hortênsias, que, com sua altura elevada para os padrões locais, gerou uma reação imediata da comunidade e do poder público.


Segundo Silveira, esse episódio foi o estopim para que o então prefeito Horst Volk emitisse um decreto limitando a altura dos prédios, uma diretriz que permanece como pilar do urbanismo gramadense até hoje. "O prédio mostrou exatamente um ponto onde Gramado poderia ser outra cidade se não tivéssemos intervindo", pontuou Peccin.

 

 


A consolidação do estilo e a "Nova Centralidade"

Os palestrantes explicaram como a identidade visual de Gramado foi construída através da consciência de profissionais como o arquiteto Günter Schilieper, criador do "arco shiliperiano, e da adaptação de projetos padrão de grandes instituições, como bancos e redes de fast-food, ao estilo local.


Atualmente, o desafio se reflete no novo Plano Diretor, que impõe limites rigorosos, como o teto de 150 unidades por empreendimento para evitar grandes paredões e manter o charme da cidade. Peccin e Silveira revelaram que especialistas externos chegaram a sugerir o aumento da altura dos prédios (gabarito) para concentrar a densidade urbana, mas a proposta foi vetada por não refletir a vontade da comunidade.


O foco agora se volta para o projeto da Nova Centralidade, uma área de entorno da barragem que terá um plano diretor paralelo. A iniciativa busca criar um novo polo de desenvolvimento, mas, como reforçou Peccin, sem jamais abandonar as raízes: "O centro histórico e as nossas raízes precisam ser preservados pelo amor de Deus".

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