Barragem em São Marcos: Corsan amplia bombeamento e DMAE envia reforço

Operação já usa quatro bombas, a descarga de fundo e mangotes. Duas bombas do DMAE devem entrar em funcionamento até o início da noite desta quinta-feira (24)


A Corsan ampliou nesta quinta-feira (24) a capacidade de bombeamento na Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha, para acelerar a redução do nível do reservatório. A retirada controlada de água busca aliviar a pressão sobre a estrutura, onde foram identificadas fissuras no vertedouro e em partes do contraforte. Hoje a operação usa quatro bombas, além da descarga de fundo e de mangotes, e retira 3,2 milhões de litros de água por hora.
Nível do reservatório
A barragem tem capacidade para armazenar cerca de 420 mil metros cúbicos de água. A descarga de fundo foi aberta às 12h47 de quarta-feira (23), quando o volume estimado do reservatório era de aproximadamente 138 mil m³. Às 22h17, o volume tinha sido reduzido para cerca de 135 mil m³, uma diminuição de aproximadamente 3 mil m³ em pouco mais de nove horas. Segundo a Corsan, a entrada progressiva das bombas em operação acelera a retirada de água.
Reforço do DMAE
A Corsan está trazendo novos equipamentos para reforçar a operação, por causa do volume acumulado depois das fortes chuvas do início da semana. O Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre (DMAE) ofereceu duas bombas flutuantes à Defesa Civil. Elas estão sendo levadas para São Marcos e devem entrar na operação até o início da noite desta quinta. A ideia é usar equipamentos diferentes e ter mais capacidade do que a necessária no começo. Assim, a operação tem reserva e ganha segurança e eficiência.
"Desde o primeiro momento, estamos mobilizando todos os recursos necessários para dar agilidade e segurança à operação. Uma situação como esta exige capacidade técnica, prontidão e união de esforços. Já estamos atuando na retirada da água e seguimos incorporando novos equipamentos para ampliar nossa capacidade de resposta. Neste momento, o mais importante é reunir esforços em torno de um objetivo comum: proteger as pessoas e avançar com segurança", afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi, que está no município acompanhando os trabalhos.
Mergulhadores e especialistas avaliam a estrutura
Também nesta quinta, mergulhadores especializados começaram a inspecionar, debaixo d'água, áreas internas do vertedouro e partes do contraforte da barragem. O que eles encontrarem vai complementar a avaliação dos especialistas em segurança de barragens contratados pela Corsan e orientar as próximas intervenções. O diagnóstico técnico tem previsão de conclusão até sexta-feira (25) e vai definir as medidas de manutenção e contingenciamento necessárias. A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) faz as vistorias técnicas e acompanha a situação.
As fissuras foram identificadas durante o monitoramento da estrutura, intensificado por causa do elevado volume de chuvas na região. Com isso, a Corsan acionou o Plano de Ação de Emergência (PAE) na quarta-feira (23), reforçou o monitoramento da barragem e tomou medidas preventivas para proteger os moradores das áreas que poderiam ser atingidas em caso de emergência.
Cerca de 170 moradores fora de casa
Como medida preventiva, cerca de 170 moradores da área de risco foram retirados de suas casas. Eles estão em casas de familiares e em hotéis de São Marcos e da região, com hospedagem custeada pela Corsan. Equipes de responsabilidade social acompanham as famílias. A orientação é que os moradores permaneçam fora de casa até que a avaliação dos especialistas indique condições seguras para o retorno. Ainda não é possível estabelecer uma data para a liberação da área.
A área de alerta fica perto da estrutura e às margens do Rio Jaguari. Pelo mapeamento do PAE, um eventual rompimento atingiria 28 edificações na Zona de Autossalvamento (ZAS) e 31 edificações e uma ponte na Zona de Segurança Secundária (ZSS). Segundo o Governo do Estado, o impacto ficaria restrito à região próxima da estrutura e não chegaria a Porto Alegre.
Abastecimento mantido
A água que abastece São Marcos é captada na própria barragem. Mesmo assim, segundo a Corsan, a redução do nível não deve deixar a cidade sem água, porque a operação é controlada para manter o fornecimento à população.
A Corsan atua em conjunto com a Defesa Civil e a Prefeitura de São Marcos. Equipes técnicas e os órgãos envolvidos na resposta seguem monitorando a Barragem Arroio São Luiz sem interrupção.

Este conteúdo contou com apoio de inteligência artificial, usada como ferramenta de produção, com apuração e revisão da redação do Gramado Magazine.























































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