Os ares da democracia

Acima de qualquer referência particular a nomes ou instituições, as eleições do último domingo envolveram o Brasil numa linda festa da democracia. Milhões de homens e mulheres, às vezes, até carregando filhos pequenos para lhes transmitir um exemplo cívico, ocuparam escolhidos pontos de encontro com suas convicções políticas, garantidos pela mais absoluta liberdade. E isso mostra a segurança de nossas Instituições, embora, atualmente, poluída por ações particulares de franco descaso moral.
O que estamos comemorando, com muito orgulho, é o fato de já termos, como nação, dado segurança a todos os caminhos ideológicos em vigor hoje no Brasil; garantindo expressão concreta àquilo que pretendemos dos quadros administrativos ou parlamentares públicos. Portanto, olhar com pessimismo nosso futuro só por causa de alguns rascunhos comportamentais de certos dirigentes públicos, é dar valor a uma minoria que logo será soprada pela história.
Cada eleição é como trocar água depois de uma limpeza e a troca que o país faz nas urnas, como nesse ano, foi com ordem, entusiasmo e liberdade. O povo, em seu soberano julgamento, descartou nomes indignos e bem sucedidos nos meandros sujos da legalidade e escolheu outros que acreditam que serão diferentes.
Assim, o panorama eleitoral desse ano foi pintado nas cores do otimismo. E mostrou que as urnas são tabernáculos sagrados na afirmação da maturidade cívica dos brasileiros. E a consciência de um povo respira serenos ares da democracia.





























































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