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O começo dos antigos

  • Foto do escritor: Romeo Ernesto Riegel | Crônica
    Romeo Ernesto Riegel | Crônica
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

É observação comum de que o que começa bem anda bem e termina bem. Naturalmente, valendo o inverso e ignorando tamanhos, comunidades e nacionalidades. Tomando como referência muitos países basta comparar o início do Brasil com o início dos Estados Unidos. Aqui, o povoamento foi iniciado desocupando prisões para oficializar a ocupação portuguesa; lá, um grupo religioso firmado em princípios morais intocáveis, com a intenção de criar uma nação.


Trazendo esses conceitos para o tamanho do mundo particular em que vivemos, observamos como nasceram as cidades que ocupam a Serra Gaúcha. Todas nascidas ao amparo de valiosas florestas e relevos espetaculares, menos Gramado. Resultou disso que este município nasceu sem os favores da Natureza.


Enquanto alguns lugares se fizeram dependentes fundamentais do pinheiro, trabalhando sob a renda exclusiva desta árvore, aqui a dedicação foi fortemente voltada para pessoas tuberculosas que escolhiam Gramado para alcançar a cura. As araucárias exigiam força, determinação e competente espírito empresarial; os doentes buscavam cuidados pessoais, atenção e manifestação de afeto sem preconceito. O pinheiro oferecia dinheiro e o doente gratidão.


Os pinheirais terminaram e algumas cidades terminaram junto, mas a gratidão ficou marcada como costume singelo de tratar bem as pessoas que vem a Gramado, por um ou outro motivo. Aos visitantes de então foi oferecido um ambiente bem cuidado, envolvido por flores e arvoredos. Correndo a notícia que existia um lugar assim, pessoas saudáveis vieram nos visitar, gostaram, voltaram e trouxeram outros.


Já que esse passo inicial se revelou próspero, as gerações seguintes continuaram a fazer o mesmo, aperfeiçoando-o e adaptando-o, às peculiaridades inerentes a cada época. Assim, esses movimentos ocasionais do tempo deixaram alguns municípios da região chorando de saudade das araucárias que se foram e Gramado  comemorando a prosperidade advinda de um bom começo.




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