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O Sapato no Brasil

Utilizados somente como proteção dos pés, com a vinda da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, o comércio sofreu um incremento e os costumes europeizaram-se, passado o sapato a fazer parte da moda. Nesta época os escravos eram proibidos de usar sapatos, mas quando conseguiam a liberdade, compravam um par de calçados como símbolo da nova condição social. Como muitos não se acostumavam a usá-lo, viravam objeto de decoração ou de prestígio, carregando-os, orgulhosamente, nos ombros ou nas mãos.

Apesar de existirem várias sapatarias no Rio de Janeiro para atenderem o mercado da alta sociedade local, o calçado normalmente era importado da Europa. No final do século XIX o modelo básico do calçado era a botina fechada de camurça, de pelica ou de seda para as mulheres mais abastadas, e os chinelos para o restante da população feminina.

Nas décadas de 1910 e 1920 o modelo de sapato feminino mais usado no Brasil era o borzeguim ou a botina, evitando os pés expostos, mesmo que os vestidos já tivessem subido seu comprimento.

No pós-guerra houve uma mudança muito grande na maneira de vestir e de calçar. A mulher passou a sair às ruas, praticar esportes e cuidar do corpo, sendo o tênis inventado nessa época. Além disso, como os vestidos encurtaram, os sapatos ficaram mais à mostra, aumentando a preocupação com a estética do calçado. Fonte:https://pt.wikipedia.org

 

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Indústria calçadista brasileira

Por Emerson Santiago

A indústria calçadista brasileira iniciou suas atividades nas últimas décadas do século XIX, especialmente após a Guerra do Paraguai. Em sua formação foi decisiva a contribuição dos imigrantes alemães e italianos estabelecidos no sul e no sudeste do país.


A chegada dos imigrantes alemães, instalados no Vale do Rio dos Sinos, em 1824, é considerada o capítulo inicial da história. Hábeis no artesanato de couro, os imigrantes começaram a produzir em escala industrial seus calçados em meio a outros produtos, em especial arreios de montaria para o exército.

Outro capítulo importante se desdobra em São Paulo, por volta de 1850, com a chegada de imigrantes italianos ao oeste paulista, que aproveitaram a expansão do café e fixam moradia em Franca, logo desenvolvendo sua habilidade na produção calçadista.

A partir da década de 1870, com a criação da máquina de costura, surgiram as primeiras fábricas. Inicialmente em pequena escala, a produção de calçados era constituída quase que exclusivamente por artesões que utilizavam o couro processado nos curtumes.

A maior concentração de curtumes ocorreu na região do Vale dos Sinos (RS). Outra região de destaque da indústria foi a da cidade de Franca (SP). Em ambos os locais, muitos curtumes aproveitavam a grande oferta de matéria-prima, o couro cru.

Os avanços tecnológicos importados da Europa no final do século XIX, transformaram a produção de calçados, que sofreria uma transição, passando de um empreendimento basicamente artesanal para uma atividade fabril.

Entre as décadas de 1920 e 1960 o setor experimentou uma fase de relativa estagnação, embora o início do processo de exportação ocorra justamente nessa época. Depois de 1960 o setor voltou a crescer impulsionado pelo comércio com os EUA. A região do Vale dos Sinos (RS), se concentrou na produção de calçados femininos, enquanto a região de Franca (SP), fornecia calçados masculinos.

A produção nacional, naquela década, foi de 80 milhões de pares anuais, e novos mercados surgiam no exterior. As empresas faziam os contatos internacionais e trabalhavam diretamente com os "line builder" (os responsáveis pela criação dos modelos). Atualmente, o Brasil é o terceiro maior fabricante de sapatos do mundo, sendo superado apenas pela China e pela Índia. Fonte: https://www.infoescola.com

 

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Exportações de calçados registram incremento em abril

Após três meses consecutivos de quedas, as exportações de calçados registraram incremento em abril. No mês quatro, foram embarcados 9,87 milhões de pares que geraram US$ 93,18 milhões, altas de 18,4% e de 17,6%, respectivamente, no comparativo com abril do ano passado. Já no acumulado do quadrimestre, as exportações somaram 40,36 milhões de pares por US$ 344,2 milhões, altas de 1,8% tanto em pares como em valores gerados em relação a igual período de 2017. Fonte: http://www.abicalcados.com.br

 

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O SICC

A partir da próxima segunda-feira, 21, Gramado será sede mundial da moda do setor calçadista. O Salão Internacional do Couro e do Calçado - SICC, realiza sua melhor edição, com quatro pavilhões abrigando as mais conceituadas marcas nacionais e abrindo mercado para expositores estrangeiros.

Estarão em Gramado cerca de 300 importadores, 100 jornalistas e influenciadores digitais de moda, expositores (veja a lista na matéria abaixo) e lojistas de todos país.  A feira está sendo montada desde o dia 10 de maio e a partir desta quinta-feira os expositores começam a chegar, e domingo os lojistas. Um momento de grande importância para a economia local.

A feira é realizada pela Merkator que também é responsável pela feira Zero Grau em novembro, a Geronto (destinada às empresas que trabalham com produtos para terceira idade) que realiza a sua primeira edição em setembro e, a 40 Graus, realizada em Natal, no Rio Grande do Norte.

 

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